'Não é justo que milhões paguem por greve", diz Kassab

Prefeito de São Paulo condenou a greve de metroviários na capital paulista na quarta-feira

Alexandre Dall´Ara |

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se manifestou nesta quinta-feira contra a greve dos metroviários . Cerca de 4 milhões de usuários foram prejudicados com a paralisação, que durou até o início da tarde. Pela manhã, a cidade teve recorde de trânsito . "Não é justo que milhões de habitantes paguem por esta greve, que é ilegal", disse.

Segundo Kassab, os tumultos gerados pela falta de transporte e superlotação dos ônibus foram excepcionais. "Não foi um problema qualquer e o número de ônibus jamais seria suficiente. O importante é continuar com os investimentos, principalmente em transporte público sobre trilho."

Kassab ressaltou ainda que neste ano devem fica prontos 140 km de faixas de ônibus, além dos investimentos em corredores exclusivos.

Greve

Os funcionários do Metrô e da CPTM entraram em greve à 0h de quarta-feira. A paralisação foi decidida em assembleias realizadas na terça-feira pelo sindicato dos Metroviários de São Paulo e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Grande parte das linhas ficou paralisada, incluindo 11-Coral e 12-Safira da CPTM. Os passageiros encontraram portões fechados em algumas estações e se deparam com cartazes informando sobre a greve. A linha 4-Amarela funcionou normalmente, sem restrições, porque é privatizada.

O fim da paralisação foi aprovado em votação dos grevistas após reunião de conciliação realizada entre representantes do sindicato e da Companhia do Metropolitano de São Paulo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no centro de São Paulo.

O Metrô ofereceu reajuste do salário da categoria em 6,17%, aumento no valor do vale-alimentação (de R$ 158,57 para R$ 218,00 ) e do vale-refeição (R$ 19,00 para R$ 23,00) e reajuste do adicional de risco de vida para seguranças e agentes de estação de 10% para 15% do salário nominal. Ainda ficou definida a continuidade nas negociações para a questão da distribuição da participação nos resultados (PR). A empresa comprometeu-se em não descontar o dia parado.

“Realizamos uma das maiores greves dos últimos anos, com ampla adesão de todo o quadro de funcionários. Pararam os operadores de trem, funcionários da manutenção e das estações e o corpo de segurança”, afirmou o presidente do sindicato.

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