Movimento Bike Sampa inaugura com seis estações na zona sul; os primeiros 30 minutos são grátis

O projeto Bike Sampa foi inaugurado na cidade de São Paulo, nesta quinta-feira, como mais uma alternativa para os paulistanos que desejam substituir o automóvel pelas ‘magrelas’. A primeira região a receber o projeto foi a zona sul, com seis postos em funcionamento com dez bicicletas disponíveis cada. Até a próxima terça-feira (29), quatro novos pontos serão instalados.

O evento de lançamento do projeto ocorreu nesta tarde na Cinemateca, na Vila Mariana, zona sul da capital, que é um dos pontos escolhidos para empréstimo e aluguel de bikes. Participaram do evento o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), o secretário municipal de transportes, Marcelo Branco, e o apresentador Luciano Huck, considerado padrinho do projeto com o banco Itaú-Unibanco.

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Estação Cinemateca do Bike Sampa na região da Vila Mariana, zona sul de São Paulo
MARCIO FERNANDES/AGÊNCIA ESTADO/AE
Estação Cinemateca do Bike Sampa na região da Vila Mariana, zona sul de São Paulo


A ação é considerada um avanço em busca de uma melhor convivência entre motoristas e ciclistas na capital. Kassab afirmou que “São Paulo ainda deixa a desejar” neste aspecto. “A convivência das bicicletas com 7 milhões de veículos é algo que deixa a desejar em São Paulo. Por isso, a implantação de ciclovias e ciclofaixas ajudam nessa processo”, disse o prefeito.

Estações

As ‘laranjinhas’ ficarão disponíveis aos usuários todos os dias da semana, das 6h às 22h. O ciclista que deseja usar o sistema precisa preencher um formulário na internet ( clique aqui ) e cadastrar o número de um cartão de crédito. Será então realizado o débito de R$ 10,00 que ficará de crédito para o usuário (caso o cadastro no programa seja cancelado, o valor será devolvido) .

Durante a utilização da bicicleta, os primeiros 30 minutos são gratuitos. Após esse período, serão cobrados R$ 5,00 para cada 30 minutos. Segundo o secretário municipal de transportes, Marcelo Branco, a cobrança pelo serviço é necessária para estimular uma devolução rápida da bicicleta. “Cobrando a cada meia hora, estimulamos a rotatividade da bike. Em 30 minutos, o usuário pode percorrer de 4 a 5 km, o que seria suficiente para chegar ao trabalho”, disse.

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Alimentadas por energia solar, as estações serão interligadas a cada 1 km por sistema de comunicação sem fio, via rede GSM e 3G. Assim, para solicitar a liberação da bicicleta, o usuário deverá acionar a central e solicitar o desbloqueio. O pedido poderá ser feito via ligação telefônica ou pelo aplicativo de um smartphone.

Até o final do ano, mais 90 estações serão implantadas na zona sul da cidade (veja no mapa acima - locais podem ser alterados) . Em três anos, o acordo entre o banco Itaú-Unibanco e a Prefeitura de São Paulo prevê o compartilhamento de 3 mil bicicletas em 300 estações por todas as regiões da capital. A localização das estações ainda não foram definidas.

A ação já é conhecida na cidade do Rio de Janeiro e considerada um sucesso pelo grupo. Implantado no fim de 2011, o projeto conta com 66 mil usuários cariocas cadastrados e cerca de 550 mil viagens foram realizadas até o dia 9 de maio – média superior a quatro mil solicitações por dia.

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