Grevistas consideram proposta do Metrô 'razoável' e greve pode acabar em SP

Metrô fez nova proposta de reajuste para os funcionários que vão decidir, em assembleia nesta tarde, se aceitam encerrar a greve

iG São Paulo |

Representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) se reuniram nesta quarta-feira uma uma nova reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no centro de São Paulo, para discutir a paralisação iniciada à meia-noite. O presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, considerou "razoável" a nova contraproposta da empresa. Ele acredita que a proposta será aceita pela categoria, "apesar de não ser a ideal".

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AE
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A defesa do Metrô propôs reajustar o salário da categoria em 6,17%, menor do que a proposta da desembargadora Anélia Li Chum, de 6,45%, apresentada na audiência de terça-feira. Inicialmente, o Metrô queria que o aumento fosse menor ainda, de 5,71%.

O Metrô já indicou que reajustará o valor do vale-alimentação (de R$ 158,57 para R$ 218,00 ) e do vale-refeição (R$ 19,00 para R$ 23,00) e aumentará o adicional de risco de vida para seguranças e agentes de estação de 10% para 15% do salário nominal. Todos os índices estão abaixo do que queriam os grevistas, mas foram estipulados na recomendação do TRT.

Segundo Prazeres Júnior, as contrapropostas serão votadas em uma assembleia da categoria, prevista para acontecer na tarde desta quarta-feira. Se os metroviários aceitarem o pacote do Metrô, a greve pode se encerrar ainda hoje.

"O sindicato ainda não é de vanguarda", criticou Nelson Mannrich, advogado do Metrô. Ele criticou o fato de os metroviários solicitarem o pagamento do dia não trabalhado durante a greve. O Metrô cedeu e afirmou que pagará. O gerente de Recursos Humanos do Metrô participou da audiência.

CPTM
Uma outra audiência de conciliação, dessa vez entre a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) o sindicato dos trabalhadores que paralisaram a Linha 11-Coral e a Linha 12-Safira, será realizada nesta quarta-feira, às 17h.

Reunião de terça-feira
Na terça-feira, após terminar sem acordo a audiência de conciliação entre o sindicato dos metroviários e representantes do Metrô no TRT, a desembargadora que 100% dos metroviários deveriam trabalhar nos horários de pico, ou seja, das 5h às 9h e das 17h às 20h.

Segundo a assessoria do sindicato, a determinação não foi cumprida e 100% dos trabalhadores aderiram à paralisação. Apenas supervisores da companhia estão trabalhando, disse a assessoria. Em relação à multa de R$ 100 mil diária, a assessoria informou que o sindicato vai discutir se fará o pagamento apenas depois de ser comunicado. Também ao meio-dia será realizada uma nova assembleia, na sede do sindicato, na Tatuapé, zona leste da capital, para decidir o rumo da greve.

Operadores

Segundo informações do sindicato dos Metroviários, os trens do Metrô estariam sendo operados na manhã desta quarta-feira por supervisores, instrutores e ex-operadores de trens que não estariam aptos para a função. Já de acordo com o Metrô, esses supervisores estão preparados para operar as composições pois já teriam exercido a função anteriormente.

* Com AE

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