Greve no metrô e na CPTM prejudica passageiros e trânsito em SP

Passageiros encontram portões fechados; rodízio de veículos está suspenso e lentidão na cidade passou dos 240 km

iG São Paulo |

AE
Passageiros encontram os portões fechados na estação Tatuapé do metrô, na zona leste de SP

Os funcionários do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) entraram em greve nesta quarta-feira, prejudicando 4 milhões de usuários na cidade de São Paulo. A paralisação por tempo indeterminado a partir da 0h foi decidida em assembleias realizadas na terça-feira pelo sindicato dos Metroviários de São Paulo e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Grande parte das linhas está paralisada, incluindo 11-Coral e 12-Safira da CPTM. A linha 4-Amarela funciona normalmente, sem restrições, porque é privatizada.

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São Paulo tem recorde histórico de congestionamento

Os passageiros encontram portões fechados em algumas estações e se deparam com cartazes informando sobre a greve. Em nota, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou que "mantém canal de diálogo aberto com as entidades sindicais representativas dos funcionários da CPTM e do Metrô" e que "a proposta feita às duas categorias é de reajuste com reposição integral da inflação mais 1,5% de aumento real a partir das respectivas datas-base".

Greve em São Paulo: "Espero não ser prejudicada", diz usuária de metrô

Futura Press
Polícia dispersa manifestantes na Radial Leste, próximo ao metrô Itaquera, em São Paulo

Trânsito

Por volta das 7h, cerca de 100 usuários do transporte público interditaram a avenida Radial Leste, na altura da estação Itaquera do metrô, na zona leste da capital paulista, revoltados com a demora da circulação dos ônibus na região.

Os dois sentidos da via estavam fechados ao tráfego, provocando congestionamento no local, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A aglomeração foi dispersada pelas tropas de choque da Polícia Militar, que utilizaram bombas de efeito moral. O tráfego flui melhor no sentido bairro. Motoristas que trafegam no sentido centro ainda encontram dificuldades.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que, por conta da paralisação, o Rodízio Municipal de Veículos com placas de final 5 e 6 está suspenso. Por volta das 9h30, São Paulo bateu o recorde histórico de congestionamento para uma manhã.

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De acordo com o sindicato, não será cumprida a decisão da Justiça de São Paulo de manter em funcionamento de 100% da frota nos horários de pico e com 85% da frota nos demais horários. Em uma reunião dos sindicatos com a direção do Metrô, no início da tarde, houve uma nova proposta que será votada ainda esta tarde pelos metroviários .

Reivindicações

Segundo o sindicato dos Metroviários, entre as reivindicações dos funcionários estão aumento real de 14,99%, reajuste de 23,44% para VR e VA de R$ 280,45, equiparação salarial, 36 horas semanais/aumento da escala base, plano de saúde acessível para os aposentados, entre outros. Os trabalhadores das linhas 11-Coral e 12-Safira querem 10,83% de aumento, sendo 5,83% de reposição e 5% de aumento real. A CPTM ofereceu apenas 6,17%, mas o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) propôs 7,05%.

As negociações da categoria com a CPTM começaram em março e, em maio, passaram a ser intermediadas pela Justiça trabalhista. O TRT determinou a manutenção de 85% do quadro, operacional nos horários de pico, das 5h30 às 10h e das 16h às 20h30, e de 70% nos demais horários.

Os sindicatos das demais linhas da CPTM, 7(Rubi), 8 (Diamante), 9(Esmeralda) e 10 (Turquesa), continuam em negociação com a empresa e os trens estarão circulando normalmente nesta quarta-feira.

Com Agência Estado

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