Segundo liminar, mesmo se greve for aprovada em assembléia hoje, frota deve funcionar em sua totalidade nos horários de pico

Após a reunião entre a direção do Metrô de São Paulo e representantes do Sindicato dos Metroviários terminar sem acordo sobre as reivindicações de aumento salarial da categoria, a Justiça do Trabalho determinou, nesta terça-feira, que se mantenha 100% da frota funcionando durante os horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários. O sindicato dos Metroviários decidem sobre a greve ainda nesta terça-feira .

Leia também: Continua greve dos metroviários em cinco capitais do País

De acordo com a decisão da Justiça paulista, os metroviários também não poderão liberar as catracas , como já havia sido cogitado pelos trabalhadores. Caso as determinações não sejam cumpridas, o sindicato será multado em R$ 100 mil por dia.

Segundo o sindicato, entre as reivindicações dos funcionários estão aumento real de 14,99%, reajuste de 23,44% para VR e VA de R$ 280,45, equiparação salarial, 36 horas semanais/aumento da escala base, plano de saúde acessível para os aposentados, entre outros. 

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos diz que mantém canal de diálogo aberto com as entidades sindicais representativas dos funcionários da CPTM e do Metrô e que a proposta feita às duas categorias é de reajuste com reposição integral da inflação mais 1,5% de aumento real a partir das respectivas datas-base. Segundo comunicado, "além disso, CPTM e Metrô concordaram em consolidar todas as cláusulas sociais presentes nos atuais dissídios coletivos e estão dispostos a debater eventuais pendências remanescentes".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.