Alckmin diz que metrô de São Paulo é seguro

Governador afirma que, apesar de colisão, os metrôs mais modernos do mundo usam mesmo sistema de São Paulo

AE |

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta manhã, um dia após uma colisão entre dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô, que o sistema automatizado é seguro. "Temos mais seguranças com sistemas (informatizados). Para casos excepcionais, há outras formas de trabalho. Os metrôs mais modernos do mundo utilizam esse sistema." O acidente deixou 103 pessoas feridas .

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A respeito da possível greve dos metroviários, na semana que vem, Alckmin afirmou que as discussões ainda estão em curso. "Espero que não tenha greve, mas somente há greve quando não há diálogo, e nós ainda estamos conversando", disse. O governador ressaltou em seguida que não aceitará pressão. "Não teremos chantagem", afirmou.

O governador rebateu ainda as acusações do pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de que sua administração na área dos transportes seria um "fracasso retumbante". Para o governador, aproveitar um acidente para benefício político "é muita baixeza". "É uma questão eleitoreira da parte deles (petistas)", disse.

Alckmin afirmou que 98% dos investimentos em metrô na Capital são feitos com verbas estaduais. Segundo ele, praticamente não há dinheiro federal no sistema. "Temos quatro linhas sendo construídas simultaneamente, com unicamente nossos esforços", afirmou. O governador disse que as falhas ocorridas na quarta-feira, que resultaram em um acidente na Linha-3 (Vermelha), estão sendo investigados. Até o momento há indícios de que um erro no sistema automático de freios teria ocasionado a colisão.

As declarações de Alckmin foram dadas em solenidade realizada em comemoração do centenário da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Na ocasião, foram anunciados investimentos de R$ 69 milhões da Secretaria de Estado da Saúde para a construção do terceiro bloco do Instituto do Coração (Incor), reformas e aquisição de equipamentos. Estavam presentes o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o presidente estadual do PSDB, deputado estadual Pedro Tobias.

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