Audiência deve decidir se Sandro Dota vai a júri popular em São Paulo

Motoboy é considerado o principal suspeito de matar a cunhada Bianca Console, de 19 anos; crime ocorreu em setembro do ano passado

iG São Paulo |

AE
Motoboy Sandro Dota, de 40 anos, foi preso e levado para o DHPP em setembro de 2011
Uma nova audiência do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo pode decidir nesta quarta-feira se o motoboy Sandro Dota , de 40 anos, vai a júri popular pelo assassinato da cunhada Bianca Console, de 19. A universitária foi encontrada morta em casa , na zona leste da capital, em setembro do ano passado.

Investigações: "Motivação pode ser sexual", diz policia sobre morte de Bianca Console

A sessão deve começar por volta das 13h30 e, segundo a assessoria do TJ, será realizada no Fórum da Barra Funda, na zona oeste.

Ao todo, serão ouvidas oito testemunhas de acusação e a audiência será comandada pelo juiz Domingos Parra Neto. Ainda de acordo com o TJ, o interrogatório do réu não deve ser realizado nesta quarta-feira devido a quantidade de testemunhas para serem ouvidas. Outra sessão deve ser marcada nos próximos dias, quando serão convocadas as testemunhas de defesa.

O caso

O assassinato de Bianca foi considerado esclarecido pelos investigadores do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O diretor do departamento de homicídios, Mauricio Guimarães, chegou a afirmar na época que o crime poderia ter motivação sexual .

Entenda:
Jovem é encontrada morta dentro de casa em São Paulo
Corpo de jovem encontrada morta dentro de casa é enterrado

O resultado do exame de DNA foi fundamental. Bianca tinha vestígios de pele humana embaixo das unhas com resquícios de sangue. O material coletado combinou com uma mancha que tinha na calça de Sandro (usada no dia do crime) . Além disso, o laudo confirmou que as amostras de sangue eram de um homem.

O rastreamento do celular de Sandro e uma possível atração sexual por Bianca, que foi confirmada pela família, foram fundamentais para a conclusão da autoria do crime. Como Dota era monitorado 24h pelos policiais civis, foram confirmadas duas mudanças de endereço durante as investigações - atitude considerada suspeita pelo DHPP. Sandro então foi indiciado e, até o momento, responde por homicídio triplamente qualificado.

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