Mulher é presa em São Paulo suspeita de tráfico de crianças

Flagrante aconteceu no momento em que ela recebia uma recém-nascida das mãos da mãe

AE |

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Agentes da Delegacia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam, na tarde de segunda-feira, Maria José Rodrigues, de 53 anos, apontada pela polícia como integrante de esquema de tráfico internacional de crianças. 

O flagrante ocorreu na Rua Francisco Octávio Pacca, na região do Grajaú, zona sul da capital paulista, no momento em que a criminosa recebia uma recém-nascida das mãos da mãe, uma adolescente de 17 anos, que afirmou não saber das verdadeiras intenções de Maria, pois acreditava que a mulher, como havia prometido, iria assumir clandestinamente a guarda da criança para dar-lhe uma vida melhor. 

Os policiais chegaram até Maria José após receberem informações da Polícia Civil de Montes Claros (MG), que já investigava a atuação da mulher desde março e descobriu que ela, ao não conseguir criança alguma em Minas, tentaria investir no Estado de São Paulo. "A criança seria enviada para a Itália. A mulher presa é brasileira, mas tem documentos italianos. As denúncias apontavam que uma mulher convencia gestantes em comunidades pobres a entregar o filho com a promessa de dar uma vida melhor para a criança", disse o delegado paulista Márcio Martins Mathias. 

Os investigadores acompanharam encontros entre Maria e a adolescente, inclusive durante as visitas da mãe à criança no hospital, pois a menina ficou internada durante 15 dias em razão de problemas no pós-parto. A adolescente admitiu à polícia que pretendia mesmo dar a filha à mulher. A jovem revelou o nome de outras pessoas responsáveis por aproximá-la de Maria José, que disse aos policiais ter uma residência na Itália e outra no Jardim Imperador, na zona leste da capital paulista. O dinheiro para se manter em São Paulo era enviado pelo marido, italiano. 

A mulher foi autuada em flagrante por subtração de criança. Já a adolescente foi encaminhada à Fundação Casa, antiga Febem, e a recém-nascida ficará aos cuidados do Conselho Tutelar. Os demais supostos integrantes do esquema ainda não foram localizados.

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