Número de motociclistas mortos no trânsito cresce 7% em São Paulo

Ao todo, foram 1365 vítimas na cidade; mesmo com programa de proteção, pedestre é o que mais morre

iG São Paulo |

Os acidentes de trânsito na capital paulista ano passado mataram mais do que em 2010 , segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) divulgados nesta quinta-feira. O maior número de vítimas continua entre os pedestres, mas o órgão considera “preocupante” o aumento de 7% das mortes de motociclistas. Apenas nessa categoria, o número de óbitos chegou a 512 pessoas.

Foram registradas 1365 vítimas fatais em São Paulo. O crescimento é de 0,6% em relação a 2010, quando morreram 1357 pessoas. O relatório anual feito pela CET tem como fonte principal o IML (Instituto Médico Legal) e os dados de boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública. Em todos os grupos estudados, dois apresentaram melhora, o dos pedestres e o dos motoristas ou passageiros.

Vítimas

No ano de 2011, morreram 617 pedestres. Esse grupo é o que apresenta o maior número de vítimas em comparação com motoristas, passageiros, ciclistas e motociclistas. As mortes de pedestres caíram 2% em comparação ao ano anterior. A CET atribui a melhora ao Programa de Proteção ao Pedestre, iniciado em maio do ano passado, mas os dados revelam que no mês seguinte ao início da operação, o número seguia em patamares anteriores.

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Em todas as categorias há predominância de homens entre as vítimas. A faixa de idade mais comum entre os mortos no trânsito foi a de 20 a 29 anos. Esse perfil se altera para os pedestres. No grupo, a idade média das vítimas é de 50 anos.

A Marginal Tietê permanece desde 2008 como a via mais perigosa da capital com total de 54 mortes, sendo 14 por atropelamento. Em seguida aparece a Avenida Jacu-Pêssego e a Marginal Pinheiros, onde morreram 25 e 23 pessoas respectivamente. Entre as rodovias, a Fernão Dias apresenta o maior número de vítimas fatais, seguida pela Anhanguera e Rodovia dos Bandeirantes.

Fiscalização

A CET informou que pretende frear o aumento registrado entre motociclistas com fiscalização de velocidade por meio de radares portáteis, do tipo pistola. As multas usando este dispositivo começaram a ser aplicadas em março. O órgão também pretende realocar 19 radares fixos para flagrar infrações de motociclistas.

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