Médicos e dentistas protestam em São Paulo contra os planos de saúde

Proposta pede reajuste anual, multa para atraso no pagamento dos profissionais de saúde e abertura para negociação com entidades médicas

Agência Brasil |

Entidades médicas e odontológicas de São Paulo fizeram, nesta manhã de quarta-feira, uma passeata, na região da avenida Paulista, para reivindicar reajustes nos valores repassados pelos planos de saúde à categoria. O movimento faz parte do Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde, com atividades programadas em todo o País. A manifestação ocupou duas faixas da avenida, deixando o trânsito lento por cerca de 30 minutos.

Em São Paulo, as consultas e os procedimentos eletivos não foram suspensos. “Optamos por não prejudicar, de nenhuma forma, o atendimento ao usuário. Somente as lideranças médicas estão participando do ato”, explicou Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM).

Entenda: Médicos param hoje contra planos de saúde em 12 Estados

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Categoria protesta contra os valores da consulta que são repassados pelos planos de saúde

Os médicos reclamam da falta de diálogo com as operadoras de saúde. “Tem planos que pagam R$ 12 por consulta. Estamos pedindo um reajuste que eleve o valor mínimo para R$ 70. Eles alegam que isso iria onerar o custeio do plano, mas somente cerca de 30% do valor pago pelo usuário é repassado aos médicos”, declarou Otelo Chivo, diretor-secretário do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Além do reajuste nos honorários, os médicos reivindicam o fim da interferência das operadoras de planos de saúde na relação com o paciente. “São enviadas planilhas aos médicos com os valores dos procedimentos passados por eles. Os que representam um gasto elevado para a operadora estão sendo descredenciados”, denuncia Chivo. Outra proposta trata da necessidade de estabelecer critérios para descredenciamento de médicos.

Na terça-feira (25), em Brasília, entidades médicas fizeram uma manifestação e acenderam 600 velas em frente ao Congresso Nacional representando os mais de 600 mil usuários de planos de saúde da região metropolitana do Distrito Federal.

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