Tiago Klimeck morreu no domingo após ficar 17 dias em coma. Polícia investiga enforcamento acidental durante encenação da Paixão de Cristo em Itararé

O corpo do ator Tiago Klimeck, de 27 anos, que se enforcou acidentalmente durante encenação da Paixão de Cristo em Itararé, interior de São Paulo, será enterrado nesta segunda-feira. A cerimônia está marcada para as 16h e será realizada no Cemitério Municipal de Itararé. Klimeck morreu no domingo (22) após ficar pelo menos 17 dias em coma profundo.

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Durante o período da internação na Santa Casa de Itapeva, no interior paulista, um exame realizado apontou que, apesar das lesões cerebrais, o ator tinha atividade cerebral e até mexeu um braço , o que deu esperanças à família. Um cunhado chegou a dizer que a família acreditava na recuperação de Klimeck. Antes desse exame, uma tomografia revelou que o ator tinha lesões causadas pela falta de oxigênio no cérebro.

Acidente

De acordo com testemunhas e integrantes do grupo teatral, durante a apresentação, Tiago vestia um colete com uma cadeira de segurança na qual ele deveria se sentar durante a cena que simulava o enforcamento. Essa cadeira era fixada em uma corda de seis metros, cuja outra extremidade estava amarrada a uma árvore.

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Acredita-se que, no momento em que Tiago se jogou da escada montada abaixo da árvore, uma peça de seu vestuário enroscou-se na corda, provocando o enforcamento.

Tiago ficou cerca de quatro minutos enforcado sem que ninguém notasse o incidente. “Comecei a falar com o Tiago e pedi para ele ajudar a gente a tirar a corda (do pescoço, após a cena). Quando percebi que ele não respondia, eu e outros atores chamamos por socorro", disse ao iG Janaína Carvalho, uma das integrantes do grupo teatral, dois dias depois do ocorrido.

Essa era a segunda vez que o grupo usava a cadeira de segurança durante o espetáculo e a terceira em que Tiago interpretava Judas.

A polícia já ouviu cinco testemunhas, inclusive um comandante do Corpo de Bombeiros, já que a corporação emprestou o equipamento de segurança ao ator. O empréstimo foi confirmado pelo sargento Eduardo Seiji, que não concedeu entrevistas por ordens de seus superiores de Sorocaba, onde o equipamento vai passar por perícia no Instituto de Criminalística (IC).

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