Manifestação do MST causa congestionamento na Anhanguera

Integrantes do movimento chegaram a bloquear totalmente os dois sentidos da rodovia causando lentidão. Ação faz parte mobilização nacional 'Abril Vermelho'

iG São Paulo |

Integrantes do Movimento Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram nesta segunda-feira um protesto, por volta das 8h15, na rodovia Anhanguera, altura do km 28. O ato chegou a bloquear do dois sentidos da rodovia gerando pelo menos 4 km de congestionamento. Às 8h50, segundo a concessionária Autoban, responsável pela via, a rodovia já havia sido liberada.

Acompanhe o trânsito em São Paulo

AE
Manifestação bloqueou os dois sentidos Da rodovia Anhanguera, nesta manhã
Mesmo com a liberação, às 9h, o trânsito ainda apresentava reflexos e a rodovia apresentava tráfego congestionado entre os kms 27 e 28. Uma boa opção para o motorista é a Bandeirantes, informou a concessionária.

Ocupações

Na segunda-feira, o MST realizou diversas ocupações em ao menos quatro Estados e no Distrito Federal. As ações fazem parte da mobilização nacional 'Abril Vermelho'. Em Brasília, por exemplo, integrantes do movimento ocuparam o prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e exigiam uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Em Pernambuco, o MST ocupou mais cinco fazendas no Estado, totalizando seis áreas invadidas na atual Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.

Daniel Aderaldo / iG Ceará
Integrantes do MST acampam na sede do governo do Ceará
Brasília: MST ocupa prédio de ministério e pede audiência com Dilma

Minas Gerais: MST ocupa fazenda em Alto Paranaíba e inicia 'Abril Vermelho'

Já em Salvador, cerca de 3 mil integrantes de quatro associações de sem-terra montaram acampamento, no período da manhã, em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Na capital cearense, 200 integrantes do MST ocupavam desde o início da manhã de segunda a parte externa do Palácio da Abolição, sede do governo, localizado na avenida Barão de Studart, no Meireles, bairro nobre de Fortaleza.

A sede do Incra no centro do Rio de Janeiro também foi alvo de manifestações. Segundo Marcelo Durão, coordenador do movimento, existem cerca de mil famílias no Estado. Durão disse ainda que 20 mil escolas no campo foram fechadas, forçando as famílias a migrarem para a cidade. “A pauta da reforma agrária está paralisada, está largada. A gente não está conseguindo ser ouvido nem pela sociedade, nem pelas autoridades”, diz o coordenador.

*Com Agência Estado, Agência Brasil e iG Ceará

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