Oito mil ciclistas - entre amadores e profissionais - enfrentaram ontem 8 quilômetros na Marginal do Pinheiros, em São Paulo, para lançar em São Paulo o projeto Pedalando e Aprendendo, do governo do Estado. Idealizado pela primeira-dama Mônica Serra, presidente do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp), o projeto tem por objetivo doar bicicletas para escolas públicas de municípios paulistas com situação socioeconômica menos favorável e com população de até 5 mil habitantes.

O encontro contou com a presença de políticos, entre eles o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que, de calça jeans e camiseta, arriscou umas pedaladas em parte do percurso. A Fussesp arrecadou 2 mil bicicletas. “Aceitamos bicicletas novas e usadas”, explica Mônica Serra. O esportista Paulo Eduardo Chieffi Addgaard, o Pauê, de 27 anos, que desde 2000 usa próteses nas duas pernas e, depois disso começou a andar de bicicleta, foi escolhido para ser o símbolo do projeto. “Sempre fui apaixonado pelo surfe, mas durante a recuperação aderi à bicicleta, que me ajudou muito no tratamento”, conta o pentacampeão brasileiro de triatlo.

Kassab diz que os projetos da Prefeitura em favor dos ciclistas vão crescer nos próximos meses.“A proposta é avançar com as ciclovias pelas marginais”, afirma o prefeito. Segundo Ismael Caetano, presidente do Instituto Parada Vital e colaborador do Pelando e Aprendendo, a cidade, que hoje conta com 23 bicicletários, deve alcançar até o fim do ano cerca de 50. “A adesão tem sido grande”, afirma. Enquanto a capital paulista tem 36,5 km de ciclovias, Berlim tem 625 km; Paris e Amsterdã, 400 km. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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