As dez escolas paulistanas com os piores resultados nas avaliações oficiais serão submetidas a uma reestruturação inspirada na reforma educacional implementada em Nova York. Resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, o Instituto Itaú Social e o Instituto Fernand Braudel, o modelo será uma adaptação das mudanças rígidas que tiveram bons resultados nos Estados Unidos.

Em um prazo de três anos, as escolas, todas em regiões carentes da zona leste de São Paulo, receberão apoio técnico para criar mecanismos de gestão e supervisão do trabalho pedagógico e reforçar o compromisso de diretores, professores e pais com o desempenho dos alunos. Especialistas em língua portuguesa e matemática orientarão professores nas aulas. A frequência e a rotatividade de docentes e alunos serão monitoradas. Os casos de violência passarão a ser registrados.

Com isso, espera-se mudar uma cultura em vigor, fazendo que a escola se responsabilize pelo aprendizado do aluno e preste contas de seus resultados. “Assim que tomamos conhecimento das experiências de sucesso promovidas em Nova York, decidimos tentar implementar aqui um modelo semelhante, que tenha como foco a gestão”, afirma Antonio Matias, da Fundação Itaú Social. “Essas escolas funcionarão como piloto nos próximos anos e vamos analisar depois se o modelo é viável e se pode ser reproduzido em redes educacionais inteiras.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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