Em 77% dos acidentes envolvendo motociclistas, as vítimas estão a caminho ou voltando do trabalho e em 45% dos casos ocorre alguma fratura, aponta estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Segundo o levantamento, em 18% dos casos há traumas múltiplos (várias fraturas e lesões), em 18,2% as vítimas apresentam contusões, em 7% têm ferimentos como cortes e arranhões e em 4,5% sofrem entorse.

As partes do corpo mais atingidas são os membros inferiores: 38% dos casos.

A pressa de iniciar rapidamente as entregas, já que esses trabalhadores normalmente recebem por produção, ou o cansaço após um dia extenuante são os principais fatores de risco apontados para a ocorrência dos acidentes, de acordo com o estudo. Foram analisados 444 Comunicados de Acidentes de Trabalho feitos entre os anos de 2003 e 2005 no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de São Bernardo do Campo, incluindo ocorrências da cidade de São Paulo, São Bernardo, Diadema e Santo André. O estudo é o primeiro do país que analisa dados epidemiológicos sob o ponto de vista da saúde do trabalhador.

Do total de acidentes com motociclistas analisados pela Secretaria, 33% foram causados por colisões com automóveis, e 28% por quedas. As ocorrências são mais comuns no período entre 6h e 12h (36% do total) e das 12h às 18h (36,9%). Dos motoqueiros acidentados, 57% tinham entre 20 e 29 anos de idade, 26% de 30 a 39 e 8% de 40 a 49 anos. A grande maioria (95,3%) dos acidentados era homem.

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