SP quer retirar das ruas 1.300 fretados com restrição

A partir de 27 de julho, os ônibus fretados estarão proibidos de circular por uma área de 70 km² ao redor da Praça da Sé, no centro de São Paulo, entre 5h e 21 horas. A restrição adotada pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) inclui vias centrais e da zona sul com altos índices de congestionamento.

Agência Estado |

O governo espera retirar 1.300 veículos do minianel viário definido agora como Zona Máxima de Restrição a Fretados (ZMRF).

Nos limites desse perímetro, os fretados terão 13 bolsões de embarque/desembarque, sendo 12 em estações do Metrô e da CPTM e um no Expresso Tiradentes. “Dos 110 mil usuários de fretados, 48 mil vão descer nos bolsões e entrar no sistema metropolitano de transportes”, estima o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes. Sete linhas especiais, com 65 veículos, vão fazer a conexão entre os pontos dos fretados e outras regiões da capital. “São linhas e veículos que já existem e serão otimizadas”, disse Moraes.

O governo não acredita que a mudança prejudique os passageiros. “Para um sistema com 6 milhões de pessoas, ter 50 mil a mais não será uma grande diferença”, avalia Kassab. Fretes de turismo e para o transporte escolar ficarão isentos da restrição. A portaria atual prevê que todos fretados sejam proibidos de circular na área, mas autorizações serão emitidas para casos especiais, como os culturais. A Prefeitura não explicou como a fiscalização diferenciará os dois casos; afirmou que, próxima semana, anunciará regras específicas. Segundo representantes da categoria, fretados registrados como de turismo muitas vezes realizam, durante a semana, transporte de funcionários de empresas.

Os sindicatos dos fretados dizem que havia uma negociação com a Prefeitura e o resultado seria anunciado a eles amanhã. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e Turismo (Transfretur) deve entrar hoje com uma ação judicial contra a portaria. Segundo empresas do setor, as novas regras para os fretados na capital paulista podem aumentar em até 46% o custo da viagem para os passageiros, caso tenham de fazer baldeação para chegar à região central de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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