SP inclui novo remédio em lista de anti-retrovirais

Uma estratégia adotada pelo Programa Estadual de DST-Aids de São Paulo para tentar reduzir as ações na Justiça por medicamentos recebeu elogios de especialistas e provocou críticas do Ministério da Saúde. Antecipando-se à decisão federal, o programa de São Paulo decidiu distribuir para um grupo de pacientes o Raltegravir, um medicamento novo antiaids, que ainda não integra a lista de remédios de combate à doença comprados pelo Ministério da Saúde.

Agência Estado |

A decisão de São Paulo foi considerada nos bastidores como um desrespeito ao Consenso Terapêutico - o nome dado à lista, preparada por mais de 20 integrantes. A conotação de dissidência fica clara com o apelido recebido pela estratégia de São Paulo: “consenso paulista”. Para o diretor-adjunto do Programa Estadual de DST-Aids, Arthur Kalischman, no entanto, esta é uma leitura carregada. “Foi a solução encontrada para evitar a enxurrada de ações judiciais.”

A diretora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, procurou afastar a idéia de descontentamento. “Foi uma ação administrativa. Não acho que houve um consenso paralelo.”

Produzido pela Merck, o Raltegravir é indicado para quem já não responde às drogas da lista gratuita. O remédio recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março. No mesmo mês, o programa estadual começou a receber pedidos. O tratamento de cada paciente custa R$ 1.700 por mês. As informações são do Jornal da Tarde.

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