SP gasta R$ 80 mi em três anos com campos de várzea

Depois de quase um século sobrevivendo da iniciativa dos próprios boleiros, o futebol de várzea foi abraçado pela Prefeitura e por vereadores e ganhou destaque em investimentos públicos. Foram gastos cerca de R$ 80 milhões desde 2007, suficientes para reformar mais de 300 campos - de 461 com dimensões oficiais em São Paulo.

Agência Estado |

De emendas de vereadores, veio R$ 1 de cada R$ 4 empenhados. O valor é quase o mesmo que foi desembolsado para reforma de postos de saúde nesse período (R$ 89 milhões).

O plano da Secretaria Municipal de Esportes é que a cidade tenha 622 campos de várzea até o próximo ano. A Prefeitura ainda busca apoio de vereadores e deputados para construir quatro estádios para 5 mil pessoas nos extremos do município - o estádio do Itaim Paulista já conta com duas emendas de parlamentares que somam R$ 1,2 milhão. "Ficamos 30 anos sem investir no futebol amador e por isso precisamos dar um salto e recuperar o tempo perdido. O futebol faz parte da alma popular e o poder público deve olhar o setor com carinho", defende o secretário Walter Feldman.

Dentro do pacotão de reformas do futebol de várzea, os campos foram cercados com alambrados, ganharam vestiários, dois sanitários e passaram a ser coordenados por diretorias formadas por líderes de bairro - parte ligada a vereadores. Com essa medida, se transformam em Clubes Desportivos da Comunidade (CDCs). Além disso, foram iluminados 61 equipamentos e 16 deles ganharam gramado sintético.

Os vereadores já contribuíram com 44 emendas. Considerando as 24 deste ano, a reforma de campos atinge hoje 7,7% da verba liberada em emendas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) - R$ 8,7 milhões de um total de R$ 110 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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