A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo anunciou ontem que pretende entregar 1,2 mil novos leitos hospitalares até 2012 por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP). No modelo, inédito em São Paulo, consórcios de empresas escolhidos por meio de licitação investirão na construção de novas unidades e terão o direito de assumir, por até 25 anos, os serviços não clínicos dos hospitais, como manutenção, limpeza e vigilância, remunerados pelo município.

"Normalmente se fala de PPP para estrada. No Brasil, PPP em saúde é absoluta novidade", afirmou o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Januário Montone. Ele destacou que o projeto, em fase de finalização, tem o apoio do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Nos últimos anos, a capital paulista não conseguiu resolver, apesar das diferentes administrações, o déficit crônico de leitos, principalmente nos extremos das regiões sul e leste. Durante a campanha, Kassab prometeu três novos hospitais, mas nenhuma obra começou - sua gestão termina em 2012. Mas a necessidade "não se restringe a três hospitais", disse ontem Montone. No total, serão quatro unidades construídas por meio de PPPs, sendo duas de grande porte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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