Entre Salesópolis, na Região Metropolitana de São Paulo, e a Barragem da Penha, na zona leste da capital, o Rio Tietê nasce e morre em apenas 75 quilômetros. Trecho insignificante perto de seus vastos 1,1 mil quilômetros ao longo de todo o Estado, mas grandioso o suficiente para dar origem ao maior parque linear do mundo.

Hoje, o governo estadual assina convênio com as prefeituras de oito municípios para preservar as várzeas, recuperar a drenagem do rio e melhorar as condições ambientais. O Parque Várzeas do Tietê terá 107 quilômetros quadrados de área verde e 33 núcleos com equipamentos de lazer, cultura, arte e esporte.

As obras dos novos núcleos serão divididas em três fases, e a primeira já começou, entre a barragem e o limite com Itaquaquecetuba. O parque - também nos territórios de Guarulhos, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim - tem previsão de conclusão em 2016. “Haverá uma ciclovia com 230 quilômetros ao redor do parque e uma via-parque, estrada que ligará todos os núcleos. Vamos mudar a paisagem da zona leste. Esses núcleos vão ajudar na sustentabilidade ambiental”, diz Dilma Pena, secretária estadual de Energia e Saneamento. As ciclovias ficarão a 50 metros de cada margem do rio.

O projeto está orçado em R$ 1,7 bilhão. Para a primeira etapa já estão reservados R$ 450 milhões. “(Esses recursos) não são suficientes para tudo o que está previsto nesta fase. Buscamos financiamento no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A carta-consulta deve ser aprovada pelo Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento) em setembro. Representantes do banco já estiveram aqui, sobrevoaram a área e aprovaram o programa”, segundo Dilma. As obras de construção do primeiro trecho da ciclovia e da via-parque tiveram início no mês passado e devem estar concluídas em janeiro de 2010, provavelmente no dia 25 de janeiro - aniversário de São Paulo.

Núcleos

No total, estão previstos sete núcleos de uso múltiplo em território paulistano, cinco em Guarulhos, quatro em Itaquaquecetuba, um em Poá, quatro em Suzano, cinco em Mogi das Cruzes, três em Biritiba Mirim e quatro em Salesópolis. Todos os 33 núcleos terão 67 campos de futebol e 129 quadras poliesportivas. Os campos ficarão propositalmente em local de alagamento para que seja retida água nos períodos de chuva e enchentes. “É uma forma de recuperar a vocação natural do Tietê como rio de planície”, explica a secretária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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