SP cortará gastos para enfrentar crise, diz secretário

O secretário estadual de Gestão Pública de São Paulo, Sidney Beraldo, disse hoje que o Estado vai cortar gastos da máquina pública para combater os efeitos da crise econômica internacional e compensar eventuais quedas na arrecadação de impostos. Através da redução da despesa, vamos compensar a queda da arrecadação sem prejuízo aos investimentos programados, afirmou.

Agência Estado |

"Desde o início da crise, cuidamos com muita dedicação de economizar no custeio da máquina para que os investimentos planejados não sejam prejudicados. É o esforço que vamos continuar fazendo."

No primeiro trimestre de 2009, apesar de ter crescimento real de 1,5% em relação aos primeiros três meses do ano passado, a arrecadação do Estado ficou R$ 733 milhões abaixo do previsto pelo governo para o período. O dado foi apresentado hoje pelo governador José Serra (PSDB), durante discurso na cerimônia de troca de comando da Polícia Militar (PM). O governador pediu atenção dos secretários e do comandante recém-empossado da corporação, coronel Álvaro Camilo, para a frustração de receita. "Vamos ter de redobrar os nossos padrões de austeridade e de claríssima definição de prioridades."

Beraldo vinculou a arrecadação abaixo do esperado à desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "Tínhamos previsão de crescimento do PIB de 4% no ano", justificou o secretário, negando que o orçamento tenha superestimado a arrecadação. O governo federal prevê agora elevação de 2% para o PIB em 2009.

Investimentos

O secretário estadual do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, reiterou que o Estado vai manter os R$ 20 bilhões em investimentos públicos previstos para o ano, como forma de combater os efeitos da crise. "A manutenção dos investimentos é fruto de ajustes e da recuperação da capacidade de financiamento de São Paulo, o que torna possível colocar recursos no metrô e nos trens, por exemplo."

Alckmin disse que, em relação ao orçamento de R$ 110 bilhões planejado para o Estado em 2009, os R$ 733 milhões a menos neste primeiro trimestre não representam uma "queda dramática". "Os R$ 733 milhões representam cerca de 0,6% do orçamento total", disse.

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado estadual Barros Munhoz (PSDB), descartou falha nas previsões de arrecadação do orçamento estadual aprovado pela Casa. "O orçamento, fechado em agosto de 2008, foi anterior à crise", afirmou o tucano. "A diferença entre o orçado e o que está acontecendo é até pequena perto do que se poderia imaginar."

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