A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo confirmou hoje a morte do médico Paulo Monteiro de Barros Carvalho Homem, de 81 anos, ocorrida na madrugada de 14 de julho em Araraquara, na região de Ribeirão Preto, por doença viscerotrópica aguda. Esse é o nome da enfermidade que o levou o médico à morte após sofrer reação à vacina da febre amarela - o vírus vacinal atingiu seu fígado.

O caso é considerado raro, mas o óbito de Paulo Homem é o segundo deste ano no Estado de São Paulo. A primeira morte ocorreu na capital paulista, em janeiro, e outro caso de óbito na mesma cidade está sob investigação. No Brasil foram registrados três mortes por doença viscerotrópica aguda desde 2000. A primeira ocorreu em Campinas, no interior de São Paulo.

A coordenadora de imunização da Secretaria Estadual da Saúde, Helena Sato, afirmou que a doença não pode ser computada na estatística de morte por febre amarela (contaminada por vírus silvestre), que já provocou dois óbitos neste ano no Estado - em Cravinhos e em São Carlos. No País, segundo dados do Ministério da Saúde, já ocorreram 45 casos de febre amarela neste ano, sendo 25 com óbito - dois deles em São Paulo.

"A doença viscerotrópica aguda não é desconhecida da literatura médica, é um caso extremamente raro e os estudos realizados até agora apontam que a causa da morte não é a vacina, que é o instrumento mais seguro de combater a febre amarela e deve continuar sendo aplicada no Brasil e no mundo", disse Helena. Ela informou que o risco de ocorrer morte por reação à vacina da febre amarela é de um caso a cada 1 milhão a 2 milhões de doses aplicadas.

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