O governo do Estado de São Paulo deve anunciar na primeira semana de fevereiro um plano de segurança escolar para a rede estadual, informou hoje a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. Algumas medidas entram em prática já no primeiro semestre deste ano letivo, em 11 de fevereiro.

Participam da elaboração do plano as secretarias da Justiça e da Segurança Pública. "O plano está basicamente pronto e deve ser anunciado nos próximos 15 dias", afirmou Maria Helena.

O problema da violência nas escolas paulistas ganhou destaque em novembro, quando uma briga generalizada entre alunos da Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, zona leste da capital, terminou com uma jovem ferida e o prédio completamente depredado. Estudante jogaram carteiras pelas janelas, quebraram vidros e arrombaram portas. Para fugir da confusão, professores se trancaram em uma sala. A desordem só teve fim com a chegada da Polícia Militar.

O plano de segurança para escolas prevê a criação de um setor de prevenção à violência dentro da estrutura da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), entidade responsável por executar as políticas educacionais do Estado. Professores e diretores serão treinados para ajudar na prevenção de casos de violência nas escolas. As instituições de ensino passam a contar ainda com um programa para a mediação de conflitos.

De acordo com Maria Helena, a Secretaria de Segurança Pública designou um capitão da Polícia Militar como interlocutor entre as duas pastas do governo. A tarefa principal da PM será reforçar a Ronda Escolar em 136 instituições de ensino consideradas "vulneráveis", ou seja, com altos índices de violência. "São escolas com problemas complexos e que precisam de acompanhamento sistemático", explicou a secretária. A Escola Amadeu Amaral, segundo a Secretaria da Educação, não está na lista de 136 escolas em situação crítica, pois, depois do quebra-quebra, já teve a Ronda Escolar reforçada.

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