SP alivia exigência para professor mudar de escola

O governo estadual resolveu mudar ontem o decreto que regula as transferências de professores e que acabou motivando uma greve da categoria que já dura 15 dias. As novas regras tinham sido publicadas no dia 28 de maio e limitavam as condições para que o docente pudesse mudar de escola ou cidade onde trabalha.

Agência Estado |

O Estado manteve a obrigatoriedade de que as substituições durem, pelo menos, 200 dias. Mas passou a permitir que profissionais que tiraram todo tipo de licença peçam transferências - o decreto autorizava apenas para gestantes - e aumentou em duas o limite de faltas de um professor que queira mudar de escola. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, as 12 faltas agora toleradas estão de acordo com uma lei publicada recentemente pelo governador José Serra, que permite aos servidores seis faltas com atestados médicos e seis abonadas durante o ano.

“O conceito central do decreto não muda, de que os professores se fixem por 200 dias na mesma escola”, disse a secretária Maria Helena Guimarães de Castro. Segundo ela, os ajustes foram pedidos pelos sindicatos da categoria e por deputados.

Para o presidente do sindicato dos professores (Apeoesp), Carlos Ramiro, no entanto, as mudanças não devem terminar com a paralisação, pois são insuficientes. “Há professores do interior que só conseguem vaga na capital e depois precisam se transferir para suas cidades”, diz. Desde o dia 13, quando foi deflagrada a greve, a categoria pede a revogação do decreto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG