BRASÍLIA - O delgado Protógenes Queiroz disse nesta quarta-feira, num ato de desagravo promovido pelo PSOL, que não pretende se lançar como candidato na próxima eleição. Ele alegou que continua na Polícia Federal e aguarda sua recolocação ¿ uma vez que foi excluído da Divisão de Inteligência da corporação ¿ em algum posto que esteja de acordo com sua biografia. Sou candidato a mais uma missão na Polícia Federal, disse.

Acordo Ortográfico

Questionado se estaria disposto a deixar a Polícia caso não fosse recolocado num posto condizente com sua biografia, o delegado preferiu não comentar. "Não posso verbalizar hipóteses que ainda não aconteceram", disse.  

Na segunda, Protógenes foi afastado da Divisão de Inteligência da Polícia Federal, que coordena as investigações mais importantes da corporação. O afastamento se deu antes mesmo da conclusão do inquérito da PF que investiga se ele vazou informações confidenciais da Satiagraha.  

Novo relatório

Protógenes elogiou o novo relatório parcial da Satiagraha, feito pelo delegado Ricardo Saadi. De acordo com ele, o texto reafirma todas as suas acusações contra Dantas e traz diversas partes "ipsis literis" ao seu relatório. 

Desagravo

O PSOL promoveu nesta manhã um ato de desagravo a Protógenes. O partido acredita que o delgado está sendo acusado de vazar informações e de usar irregularmente agentes da Abin por ter atingido em suas investigações figuras muito poderosas, como o sócio do Opportunity Daniel Dantas.  

Além do senador José Nery (PA), dos deputados Luciana Genro (RS). Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ), todos do PSOL, participaram do evento os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Simon (PMDB-RS), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Romeu Tuma (PTB-SP).

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