Soltos policiais acusados de matar menor em Bauru-SP

Os soldados Emerson Ferreira, Juliano Arcângelo, Ricardo Ottavianni e Maurício Delasta e o cabo Gerson Gonzaga, que estavam presos no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo, e são acusados de torturar com choques elétricos e matar o menor C.R.

Agência Estado |

J., de 15 anos, na madrugada de 15 de dezembro em Bauru (SP), foram soltos na noite de ontem. O tenente Roger Vitiver de Souza, que comandava a operação, continua preso à espera do julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça do Estado.

O juiz Benedito Antonio Okuno, da 1ª Vara Criminal de Bauru, decidiu relaxar a prisão preventiva por entender que depois de toda a instrução do processo, os policiais podem responder em liberdade. O tenente continua preso porque, no mês passado, seu advogado argüiu a falta de imparcialidade do juiz após aceitar a informação e mandar libertar um réu que denunciou ter sido torturado pelo policial para confessar a participação num assassinato. O magistrado rejeitou a argüição e enviou o caso para decisão de segunda instância. Enquanto o tribunal não se manifestar, o processo contra o tenente fica com os prazos congelados.

C.R.J. era suspeito de ter participado do assalto a um mototaxista e roubado sua moto. Os policiais invadiram sua casa e aplicaram-lhe choques elétricos, que provocaram sua morte. O caso teve grande repercussão, com manifestação e quebra-quebra no bairro. O governador José Serra decidiu indenizar a família mesmo antes do ajuizamento de ação judicial. A polícia apurou, em seguida, que a vítima teria participado de vários outros assaltos.

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