Soldados americanos no Iraque choram a morte de Michael Jackson

A milhares de quilômetros dos Estados Unidos, em uma das regiões mais perigosas do Iraque, os soldados americanos ficaram muito tristes com a notícia da morte de Michael Jackson.

AFP |

No imenso refeitório da base Warhorse, na província de Diyala, ao nordeste de Bagdá, os soldados almoçavam nesta sexta-feira com os olhos nas telas de televisão, todas sintonizadas nos canais de notícias 24 horas.

"A morte de um astro da música", "O Rei do Pop morreu", eram algumas das chamadas ouvidas no recinto. Alguns soldados paravam, bandeja na mão, para assitir aos programas onde desfilavam as imagens do cantor.

"Ele era um artista de primeira classe. Tinha realmente muito talento", afirmou Derril Jackson, 51 anos, de Alabama, orgulhoso de ter o mesmo nome que o "Rei do Pop".

Vítima de uma parada cardíaca, Michael Jackson faleceu quinta-feira aos 50 anos em um hospital de Los Angeles.

"Cresci ouvindo a música dele, assitindo a programas sobre ele. Nascemos no mesmo ano, em 1958", declarou. "Eu também sou um Jackson, mas as pessoas não vão se lembrar de mim como dele", brincou.

Mais sério, acrescentou: "Sua hora tinha chegado, como chegará a de todos nós".

Mais de 130.000 soldados americanos estão atualmente no Iraque. Em 30 de junho, eles devem se retirar das cidades do países, conforme o acordo assinado em novembro passado entre Washington e Bagdá.

A soldada Theresa Jones, 24 anos, ficou realmente abalada. "Nasci ouvindo as músicas dele. Não consigo acreditar", lamentou.

"É muito triste. Ele era um ícone da música. Fez muito para a indústria da música, tentou mudar o mundo", acrescentou a jovem.

O artista, que marcou gerações de fãs com músicas como "I'll be there", "Thriller", "Beat It", "Billie Jean" ou "Bad", teve momentos sombrios, mas Theresa só quer lembrar dos bons aspectos da personalidade do cantor.

"Ele cometeu erros, teve momentos difíceis mas no final tentou mostrar seu lado bom. Deixará uma grande lembrança", concluiu.

Charles Johnson, 23 anos, citou "Billie Jean" e "Beat It" como suas músicas favoritas. "Isso sim é boa música. Fiquei estarrecido ao saber da morte dele", afirmou o soldado, M-16 na mão.

No entanto, o "Rei do Pop" também tem seus detratores em Camp Warhorse. "Não estou nem aí. Porque ele é ruim", clamou um soldado, referindo-se ao refrão "Because I'm Bad" (Porque sou ruim), que Michael Jackson canta na música "Bad".

O sargento Jeremy Pitcherm, 26 anos, disse não entender toda a agitação sobre a morte de "um músico".

"Está acontecendo uma revolução no Irã e as pessoas ficam pensando em Michael Jackson", lamentou.

mel/yw

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