O soldado da Polícia Militar, Rogério Luiz Alves, de 31 anos, foi preso na madrugada de ontem após assassinar com 12 tiros um homem e ferir outro depois de ser expulso de um baile funk no Clube Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com depoimento de testemunhas à 62ª Delegacia de Polícia de Imbariê, que investiga o caso, o PM discutiu com funcionários durante a festa, foi expulso e prometeu se vingar.

Ao final do baile, Alves executou o diretor de Esportes do clube, Kléber da Silva Barcelos, de 32, na frente da namorada da vítima e de outras pessoas que saíam do evento.

Os familiares da vítima deram outra versão para o motivo do crime. "Ele (o PM) queria entrar armado no clube e foi impedido. Esperou o final do baile para se vingar de forma covarde descarregando uma pistola no meu irmão pelas costas. Queremos justiça", disse a irmã de Kléber, Viviane Barcelos.

Após o crime, Rogério trocou tiros com os seguranças do clube e feriu o funcionário do clube Márcio Santos Amaral, 25, com um tiro de raspão na perna. O acusado conseguiu fugir. Ferido, o PM foi detido após dar entrada em um hospital da região. Após a prisão, ele foi transferido para o Hospital da Polícia Militar, no Estácio (zona norte).

A polícia apreendeu a pistola dele e o livro de cautela do baile, que registra a entrada de armas. Testemunhas afirmam que o assassino estava alcoolizado e teria ameaçado de morte outro funcionário do clube. A Assessoria de Comunicação da PM informou que o acusado não corre risco de morrer e anunciou a abertura de um procedimento interno para apurar o caso. O soldado deverá ser ouvido hoje.

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