Sobrevivente guia reconstituição de chacina em Guaíra

A reconstituição da chacina ocorrida na segunda-feira no município de Guaíra, no oeste do Paraná, deixando 15 mortos, foi realizada nesta quarta-feira, na Chácara do Polaco.

Agência Estado |

Apenas a sobrevivente L. G., de 16 anos, mulher de uma das vítimas, orientou o trabalho dos peritos e indicou a seqüência de acontecimentos.

Três suspeitos seguem foragidos e as testemunhas temem represálias. Outro sobrevivente, O.F, de 9 anos, filho de Claudiomar da Silva, que morreu na chacina, também esteve no local, mas não participou da reconstituição.

L.G. chorava muito e precisou tomar água para se acalmar. Por duas horas, a jovem narrou os fatos, desde o momento em que chegou ao sítio, por volta das 7 horas, com a filha de 1 ano e 7 meses e o marido, Robert Ramon Gonçalves Rios, de 35 anos. O morador na Favela da Rocinha, no Rio, foi chamado pelo grupo até o local e logo depois começou a discussão e a matança. L.G. ainda conseguiu escapar com a filha, jogando a criança pela janela.

A fuga ocorreu depois que o marido e Silva partiram para cima de Jair Correia, o Neno, um dos supostos autores da matança. Ela aproveitou a confusão para fugir com a filha pequena e O.F. Os três andaram por cerca de uma hora pela mata, nos arredores da chácara, antes de entrarem em contato com a polícia.

Segundo as investigações, o objetivo dos assassinos era cobrar uma dívida de R$ 4 mil e vingar a morte de Dirceu de França, de 35 anos, enteado de Correia. Ele foi morto em 20 de agosto, após uma disputa entre traficantes. As quinze pessoas mortos na chacina foram enterradas no fim da tarde de ontem. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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