Sobrepeso afeta 71,7% dos funcionários da USP de Ribeirão, diz estudo

A nutricionista Júlia Macedo Bueno, da Escola de Enfermagem (EERP), pesquisou um grupo de funcionários do campus da USP de Ribeirão Preto para avaliar o excesso de peso entre eles. A pesquisa apontou que 71,7% dos servidores não-docentes estão acima do peso, acompanhando tendência nacional de avanço da obesidade, de acordo com a http://www.

Agência Estado |

usp.br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=23374" target=_blank Agência USP . Segundo a autora do estudo, os motivos do sobrepeso podem ser de origem emocional, como depressão e ansiedade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40% da população apresenta excesso de peso e 10% são considerados obesos. A nutricionista pesquisou 209 servidores da prefeitura do campus de Ribeirão Preto (PCARP). O estudo investigou o estado nutricional, o peso e a estatura para verificar o Índice de Massa Corporal (IMC), que é o peso de uma pessoa em relação à sua altura, a circunferência da cintura para avaliar o depósito de gordura abdominal, e a percepção e satisfação desses funcionários com relação ao seu corpo.

Em 44,5% dos servidores, o IMC ficou entre 25 kg/m2 e 30 kg/m2, e 27,2% apresentaram IMC acima de 30 kg/m2, já considerados obesos. Apenas um terço das pessoas encontrava-se com valores aceitáveis para o parâmetro de circunferência da cintura, a média foi de 97,1 cm. Um terço das pessoas que participaram do estudo revelou que se sentia gordo e com algum grau de insatisfação com o peso atual. A maioria, no entanto, gostaria de pesar menos do que na época do estudo, sendo que 70,8% achavam que tinham necessidade de perder peso e 73,2% apresentavam vontade para isso.

Segundo a professora da EERP, Rosane Pilot Pessa Ribeiro, orientadora do trabalho, o resultado da pesquisa mostra o que acontece no País, embora não haja registro de uma população cujos índices de IMC tenham sido tão altos. Rosane disse que, inicialmente, acreditava-se que os resultados estivessem ligados às atividades desses servidores, já que muitos trabalham sentados e têm vida sedentária, além de adotarem alimentação inadequada. No entanto, a professora afirmou que as taxas de sobrepeso apareceram também entre aqueles que têm funções operacionais.

AE

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