Sobe para três o número de mortos em operação policial na Favela da Rocinha

RIO DE JANEIRO ¿ Subiu para três o número de supostos traficantes mortos na operação que a Polícia Civil realiza desde o início da manhã desta quarta-feira na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, a ação tem como objetivo prender os criminosos que tentaram invadir a Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na noite do último sábado. Entre os bandidos procurados está Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, considerado o chefe do tráfico de drogas na Rocinha.

Redação com agências |

Segundo a polícia, quatro suspeitos já foram presos na operação, que conta com cerca de 250 agentes de diversas delegacias especializadas. A incursão pela favela teve início por volta das 6h, quando houve uma intensa troca de tiros que culminou na morte de um suposto traficante. Os feridos estão sendo encaminhados para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

"Qualquer ação criminosa que visa desmobilizar a polícia, causar pânico à sociedade vai ter uma resposta imediata", disse o delegado responsável pela operação, Ronaldo Oliveira.

AFP

Policiais fazem buscas pelas ruas da Favela da Rocinha, na zona sul do Rio

Os policiais apreenderam na Rocinha, até o momento, uma tonelada de maconha, quatro fuzis, três pistolas e uma granada. A droga apreendida teve que ser retirada da favela com o auxílio de um helicóptero blindado, por medidas de segurança.

Pela manhã, os agentes localizaram um laboratório clandestino que era usado para o refino de cocaína. Nas paredes do local havia rabiscos com valores da contabilidade do tráfico na favela.

EFE

Policial civil vasculha laboratório clandestino usado para o refino de cocaína

No início da tarde, os policiais encontraram outro laboratório na parte alta do morro, conhecida como Valão. Houve troca de tiros entre agentes e traficantes e, durante o confronto, dois suspeitos morreram. Na casa foram apreendidas duas prensas para maconha e pequena quantidade de crack.

"Não vamos recuar e vamos fazer quantas operações forem necessárias", disse Ronaldo Oliveira. "A Rocinha sempre foi um ponto forte de venda de drogas dada a sua posição geográfica. O movimento é grande e a facção que está aqui sempre tenta se expandir", acrescentou.

*com informações das agências Estado e Reuters

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