Sobe para sete o número de mortos em chacina no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - Subiu para sete o número de mortos na chacina ocorrida na noite de sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Cinco pessoas morreram no local e duas chegaram a ser levadas ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (Sacaruna), mas não resistiram aos ferimentos.

Redação com agências |

Segundo informações da polícia, por volta das 23h30, os bandidos chegaram a um bar encapuzados e fortemente armados, perguntando pelo Policial Militar Adelson Soares dos Santos, de 41 anos. O PM levou mais de dez tiros no rosto, conforme a polícia.

Em seguida, os assassinos balearam nove pessoas - duas delas ainda estão internadas. As vítimas estavam bebendo no estabelecimento localizado na rua Réia, no Parque Fluminense, e não tiveram tempo de reagir.

Além do PM, também morreram no ataque Leonardo Batista Pinto, de 26 anos; Alberto Santos Barreto, de 22 anos; Anderson da Costa Melo, também de 26; e Tiago Batista, de 21; Marcelo Santos Barreto, de 37 anos e Wanderson Vicente Machado, cuja idade não foi informada.

O caso será investigado pela 60ª Delegacia Policial (Campos Elísios). Ainda não há pistas dos criminosos.

O tenente-coronel Luiz Antônio Corso, comandante do 15º Batalhão da PM (Duque de Caxias), disse que recebeu informações dando conta que os assassinatos estariam ligados a uma disputa entre grupos criminosos rivais que efetuam roubo de cargas. 

Outra chacina que abalou a cidade

Os crimes ocorreram pouco mais de três anos depois de uma outra chacina que abalou a cidade. Em 31 de março de 2005, 28 pessoas foram executadas por um grupo de extermínio formado por policiais militares e uma outra ficou ferida, em ataques nos bairros de Nova Iguaçu e Queimados, na maior chacina já registrada no município do Rio de Janeiro.

Como conseqüência, até o momento, dois policiais militares foram julgados e condenados: o soldado Carlos Jorge de Carvalho e o cabo José Augusto Moreira Felipe, condenados a 540 anos de prisão, pelos três crimes pelos quais foram acusados (assassinato, tentativa de homicídio e formação de quadrilha).

A Justiça absolveu o terceiro acusado de participar da chacina: o também soldado da Polícia Militar Fabiano Gonçalves Lopes, pelos crimes de tentativa de homicídio e das 29 mortes ocorridas em março de 2005. Lopes foi condenado apenas pelo crime de formação de quadrilha e terá de cumprir pena de sete anos de prisão.

A Justiça do Rio ainda deve julgar mais dois acusados pelos três crimes de Nova Iguaçu e Queimados: o cabo Marcos Siqueira Costa e o soldado Júlio César Amaral de Paula. Outros dois policiais foram processados apenas pelo crime de formação de quadrilha: os cabos Gilmar Simão, já morto, e Ivonei de Souza.

*Com informações da Agência Estado e Brasil

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