Rio de Janeiro - A localização nesta segunda-feira de mais um corpo no centro de Angra dos Reis entre toneladas de lama e escombros do deslizamento de terras elevou para 82 o número de vítimas pelas chuvas que caem desde 31 de dezembro na região sudeste do Brasil, segundo números oficiais.

Conforme as autoridades, até agora foram registradas 69 mortes no estado do Rio de Janeiro, dez em São Paulo e três em Minas Gerais.

Os três estados, no sudeste do país, são os mais populosos e industrializados do Brasil.

As regiões mais afetadas são Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, e Ilha Grande, uma ilha turística a 21 quilômetros de Angra dos Reis, onde os deslizamentos destruíram várias casas e parte de um hotel na madrugada do Ano Novo.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, 29 corpos foram resgatados pelos deslizamentos em Ilha Grande e outras 18 em Angra dos Reis, chegando a 47 o número de vítimas na região.

Após quatro dias de remoção de lama e de escombros, os bombeiros ainda procuram três desaparecidos em Ilha Grande, entre estes dois turistas, e outros dois desaparecidos em Angra dos Reis.

As buscas em Ilha Grande estão concentradas na Praia do Bananal.

Na localidade, um deslizamento abriu um buraco na montanha, destruindo sete casas e uma das pousadas mais luxuosas da região.

Em Angra dos Reis, os bombeiros concentram os trabalhos no Morro da Carioca, onde o deslizamento de terras arrastou várias moradias construídas em áreas de risco.

O vice-prefeito de Angra dos Reis, Essiomar Gomes, anunciou hoje que pelo menos 80 casas no Morro da Carioca serão demolidas porque estão em áreas de risco e que seus moradores serão levados para outros bairros da cidade.

De acordo com Gomes, a Caixa Econômica Federal se comprometeu em liberar recursos para construir 550 casas para colocar as famílias que construíram suas moradias nos morros em que podem ocorrer deslizamentos.

Gomes afirmou que os cálculos preliminares indicam que as chuvas dos últimos dias provocaram perdas que chegaram a cerca de R$ 250 milhões, sem contar as perdas das receitas que o município deixará de receber pela redução dos turistas no período de maior procura.

Os corpos das últimas vítimas em Angra dos Reis foram encontrados com a ajuda de cães treinados e de retroescaveiras usadas para retirar toneladas de escombros.

As mortes em São Paulo foram também foram provocadas por deslizamentos de terras nos municípios de Cunha, onde seis pessoas de uma mesma família que passavam as festas de final de ano em uma casa de campo morreram, e em Guararema, onde as quatro vítimas também eram de uma mesma família.

As vítimas em Juiz de Fora, município do estado de Minas Gerais, foram três idosos que viviam em uma residência atingida pelo deslizamento de terras.

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