Sobe para 6 número de mortos por soterramento no Vale do Paraíba

Seis pessoas que estavam em um sítio no bairro Barra do Bié, no município de Cunha, no Vale do Paraíba, morreram na manhã desta sexta-feira soterradas na casa onde passavam o ano-novo. O local permanecia isolado até o final da tarde.

Agência Estado |

Segundo o Corpo de Bombeiros de Guaratinguetá, a chuva provocou o desmoronamento de um barranco que soterrou a casa onde viviam sete pessoas. Uma delas foi resgatada com vida e levada para o hospital de Guaratinguetá.

A casa pertencia ao espanhol Manuel Mouron Robles, mas não se sabe ainda quem são as outras vítimas.

Um helicóptero da aviação do Exército de Taubaté fez uma tentativa de pouso no local por volta das 17 horas, mas não houve condições por causa da neblina. Por terra, não é possível chegar à casa soterrada, mas uma equipe de resgate foi até o local a pé.

Além das seis mortes, a cidade também está isolada em consequência do transbordamento do rio Jacuí, que fica no quilômetro 37 da rodovia Paulo Virgílio (SP 171), principal acesso à cidade. O rio chegou a ficar cinco metros acima do nível normal e, no final da tarde, mais de 20 carros ainda aguardavam para fazer a travessia.

A chuva que atinge o Vale do Paraíba e o litoral norte do Estado de São Paulo desde a noite de quinta-feira (31) causa transtornos em várias cidades da região. 

Segundo a Polícia Militar, há dificuldade em providenciar socorro devido às barreiras nas estradas que ligam o município às cidades vizinhas, deixando a população ilhada. Em São Luiz do Paraitinga, o rio Paraitinga subiu três metros e pelo menos 500 famílias foram atingidas.

A água também desalojou cerca de cem famílias em Aparecida, no bairro da Ponte Alta, onde o rio Paraíba transbordou. Duas famílias tiveram que ser abrigadas numa escola da cidade. Várias ruas estão alagadas no local.

O rio Paraíba também preocupa a população dos bairros Jardim Primavera e Chácaras Agrícolas, onde diversas casas foram inundadas devido à cheia do rio, que atingiu 3,20 metros acima de seu nível normal. Oito famílias estão abrigadas numa escola.


*Com informações de Ricardo Galhardo, iG São Paulo

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