Cinquenta e três pessoas presas - entre elas quatro policiais militares - e 47 mandados de busca e apreensão de drogas, armas e munições cumpridos: este foi o balanço inicial da Operação Pernambuco Pela Vida, deflagrada na madrugada de hoje, na região metropolitana do Recife e zona da mata, com a mobilização de 662 policiais civis e militares. Fruto de seis meses de investigação e planejamento, a operação - apontada como a maior dos últimos três anos em número de presos e de policiais envolvidos - visa ao combate de tráfico de drogas, roubos, latrocínios e homicídios no Estado.

O diretor geral de Operações de Polícia Judiciária, Osvaldo Moraes, que comandou a ação, divulga amanhã o seu balanço final. Desde o início do governo Eduardo Campos (PSB), em 2007, foram realizadas 48 operações repressivas, segundo Moraes, com 693 pessoas presas.

O secretário estadual de Defesa Social, Servilho Paiva, destacou que as ações de repressão em Pernambuco têm sido realizadas com base em um trabalho de inteligência e em parceria com o Ministério Público e Poder Judiciário , "sem o disparo de um só tiro e sem que ninguém saia ferido".

O objetivo da Pernambuco Pela Vida era o de cumprir 52 mandados de prisão e 47 mandados de busca e apreensão, visando a desaparelhar cinco quadrilhas que se interligavam no Recife, região metropolitana e dois municípios da zona da mata - Carpina e Goiana.

Até o final da manhã, foram cumpridos todos os mandados de busca e 46 dos mandados de prisão. Entre os presos, quatro de cinco policiais militares suspeitos de envolvimento com os crimes. Outras sete pessoas foram presas em flagrante.

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