Sobe para 50 o total de mortos pelas chuvas em Santa Catarina

FLORIANÓPOLIS - Já chega a 50 o total de mortes causadas pelas chuvas constantes e fortes em Santa Catarina, segundo informações da Defesa Civil. O Estado segue em alerta para o risco de deslizamentos, alagamentos e enchentes e mais de 1,5 milhão de pessoas já foram afetadas.

Redação com Agência Estado |

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O total de desalojados e desabrigados já atingiu 23.137, sendo 15.434 desabrigados (sem local para ficar) e 7.703 desalojados (abrigados na casa de conhecidos). Cinco municípios - Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo - permanecem isolados.

As chuvas também causaram a ruptura de um tubo de gás entre as cidade de Luiz Alves e Blumenau e, por isto, o abastecimento de gás está interrompindo do município de Guaramirim até Rio do Sul.

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Helicópteros e botes a motor estão sendo utilizados ininterruptamente para resgatar pessoas, segundo a Defesa Civil. Os Estados vizinhos Rio Grande do Sul e Paraná vão participar das operações de resgate a partir desta segunda-feira, atendendo a um pedido do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira.

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O rio Itajaí-Mirim transbordou e alagou a cidade de Brusque

situação deve continuar nos próximos dias já que a previsão do tempo, de acordo com a Defesa Civil do Estado, é de mais chuvas para esta semana, principalmente no Litoral, Vale do Itajaí e Planalto Norte.

Blumenau

O nível do Rio Itajaí-açu baixou para a marca de 10,86 metros na manhã desta segunda-feira, no centro de Blumenau, segundo boletim da Defesa Civil. A marca era de 11,52 metros na madrugada, o que causou inundação em 250 ruas da cidade. Os secretários Nacional e Estadual de Defesa Civil e o governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira, vão se reunir na manhã de hoje para definir as medidas a serem adotadas nas regiões afetadas.

Na cidade de Blumenau, já foram registradas 10 mortes e o prefeito João Paulo Kleinubing declarou estado de calamidade pública na noite de domingo. No sábado, ele já havia decretado situação de emergência, mas, devido ao agravamento do quadro na cidade, com novas quedas de barreiras e enxurradas, optou-se pela calamidade.

Para esta segunda-feira, a expectativa é receber 1 mil colchões e 10 botes a motor enviados do Paraná pelo Exército. O grande desafio para esta segunda-feira será abastecer os abrigos com medicamentos e alimentos, dise o prefeito. Até a noite de domingo, a cidade tinha cerca de 800 pessoas em abrigos e 4.200 na casa de amigos, parentes ou vizinhos. O prédio da Prefeitura da cidade ficará fechado para atendimento ao público.

Situação das rodovias

Além das diversas casas atingidas por deslizamentos de terra e da cheia de rios, muitas estradas do Estado estão interditadas por queda de barreiras e alagamentos. Veja aonde as rodovias estão fechadas para o tráfego:

  • BR-101: nos quilômetros 235, 163 ao 169, 113, 99, 192, 140, 268, na ponte dos Navegantes e na ponte de Tijucas lado sul
  • BR-280: nos quilômetros 69, 73, 35, 79
  • BR-376: nos quilômetros 670 e 684, incluindo a divisa entre Paraná e Santa Catarina
  • BR-470: nos quilômetros 33, 41 e 57
  • SC-401: no quilômetro 14
  • SC-474, 416 e 418: interditadas no acesso a Blumenau
  • SC-410: na altura que liga a BR-101 a Governador Celso Ramos
  • SC- 302: no quilômetros 147
  • SC-466: no quilômetro 71
  • SC-408: nos quilômetros 0 e 5
  • SC-411: nos quilômetros 5 e 7,9
  • SC-470: nos quilômetros 5, 15, 17 e 38

O trânsito está sendo feito por meia pista nas rodovias: SC-438, no quilômetro 137; SC-404, no quilômetro 3.300;  SC-438, no quilômetro 138; SC-430, no quilômetro 29;  SC-486, no quilômetro 14.

Estão alagados os quilômetros: 88, da SC-408; 5,19 e 35 da  SC-470; 5, 15,19, 20 e 35 da  SC-470

Recomendações

Em seu site, a Defesa Civil recomenda que, no caso de alagamentos, a população evite o contato com as águas que podem estar contaminadas e causar doenças. Outro conselho é não dirigir em lugares alagados.

Moradores de áreas vulneráveis a deslizamentos devem ficar atentos para o aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes das casas e inclinações de troncos de árvores ou postes.

A comunidade pode acionar a Defesa Civil através do telefone 199. Veja outras recomendações para os moradores .

(Com informações da Reuters)

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