Sobe para 39 número de mortos pela chuva em Angra

Por Pedro Fonseca RIO DE JANEIRO (Reuters) - Equipes de busca encontraram até o momento 39 corpos de vítimas dos deslizamentos de terras causados pelas chuvas em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, informaram autoridades neste sábado.

Reuters |

De acordo com números da Defesa Civil estadual, 61 pessoas morreram no Estado devido às chuvas desde quarta-feira.

Em Angra, mais sete vítimas foram localizadas nesta manhã na Ilha Grande, elevando para 26 o número de mortos no local após o desabamento de casas e de parte de uma pousada situadas na Praia do Bananal, na madrugada de sexta-feira, devido a um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas na região.

Outras 13 vítimas foram localizadas no Morro da Carioca, no centro de Angra, onde várias casas foram soterradas também devido a um deslizamento na noite do Réveillon. As operações tinham sido interrompidas na noite de sexta-feira com nove corpos resgatados.

"O tempo está melhor, com sol firme, o que nos ajuda nas buscas. Nós vamos continuar trabalhando enquanto houver relatos de desaparecidos que possam estar debaixo dos escombros", disse à Reuters por telefone o coronel Jerri Andrade Pires, comandante do Corpo de Bombeiros de Angra.

O governador Sérgio Cabral chegou hoje à região e realizou um sobrevoo para constatar a extensão dos estragos provocados pelas chuvas. Segundo o governo fluminense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu ajuda do governo federal ao governador em ligação telefônica.

"Pelo menos três mil casas estão em área de risco. No fundo, essas pessoas correm risco de vida", disse Cabral sobre a situação de Angra, segundo comunicado do governo.

Os corpos já identificados pelos moradores das localidades estão sendo levados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Angra dos Reis. Aqueles que ainda necessitam de identificação seguem para o IML do Rio.

"É muito complicado, só Deus mesmo na vida de cada um de nós para confortar o coração. Não é fácil", disse o marinheiro Leandro Brito, que disse ter perdido 11 familiares na tragédia na enseada do Bananal.

Imagens da praia do Bananal transmitidas pela TV neste sábado mostram uma grande faixa de deslizamento da encosta, onde ficavam a pousada Sankay e algumas casas, que foram totalmente destruídas. A água do mar ao redor está barrenta pelo volume de terra que se desprendeu do morro.

Homens do Corpo de Bombeiros e da polícia, com ajuda de cães farejadores, realizavam buscas no meio da terra com ajuda de maquinas retroescavaderias. Barcos da Marinha e dos bombeiros, bem como helicópteros, também estão trabalhando no local do deslizamento na ilha.

Além de Angra dos Reis, outra região bastante afetada foi a baixada fluminense, onde 9 pessoas morreram em decorrência de enchentes e deslizamentos. Na capital, foram 11 mortos.

As chuvas também deixaram várias cidade sem luz no Estado de São Paulo, onde seis turistas morreram soterrados na cidade de Cunha. Em Juiz de Fora (MG), outras três pessoas morreram soterradas.

(Reportagem adicional da Reuters TV)

(Edição de Natuza Nery)

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