Sobe para 300 o efetivo da PM em Paraisópolis

Após ameaça de novo confronto entre policiais e moradores da favela Paraisópolis, no Morumbi, na zona sul de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado informou que o efetivo no local passou de 180 para pelo menos 300 homens na tarde de hoje. De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), os PMs contam com 60 viaturas - 38 do policiamento e 22 da Tropa da Choque.

Agência Estado |

Na tarde de segunda, o conflito em Paraisópolis destruiu carros e estabelecimentos comerciais e deixou pelo menos seis feridos - quatro policiais militares e dois moradores.

A morte do traficante e ladrão Marcos Purcino, de 25 anos, durante uma troca de tiros com policiais militares no domingo à tarde, desencadeou a revolta de moradores da favela. Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino, um foragido da Justiça com duas condenações por roubo.

O governador de São Paulo em exercício, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, disse nesta terça que a situação na favela de Paraisópolis está sob controle e elogiou a atuação da Polícia Militar no local. "Não, não há descontrole. A Polícia Militar agiu com 180 homens. Foi uma situação difícil ontem, mas já está sob controle", disse, antes de participar da cerimônia de abertura do ano judiciário, na capital paulista.

Bellocchi lamentou que policiais tenham se ferido no conflito. "Infelizmente, um grupo de marginais atentou contra a Polícia Militar em um lugar que está urbanizado, que tem 80 mil pessoas de bem", afirmou.

O governador em exercício disse não temer que o tráfico tome conta de São Paulo. "Isso existe no mundo inteiro, infelizmente. Mas em São Paulo está sob controle. Temos uma reserva de segurança muito boa e uma investigação permanente", declarou. Bellocchi, que é carioca, disse que a situação em São Paulo não se compara ao que acontece atualmente no Rio de Janeiro. "Creio que não, as histórias são diferentes."

Contudo, ainda não há previsão para a polícia deixar a favela.

AE
Cerca de 180 policiais ocupam a favela de Paraisópolis em São Paulo

Aulas suspensas e trânsito desviado

As aulas de três escolas próximas à favela foram suspensas: Centro de Educação Infantil (CEI) de Paraisópolis, CEI Santa Escolástica e CEI Lina Rodrigues. A previsão é de que as três retomem as atividades apenas na quarta-feira.

O tráfego pelas ruas da favela também foi modificado após o conflito. O trânsito permanece bloqueado na região, entre as ruas Dr. Francisco Tomas de Carvalho e Dr. Flávio Américo Maurano, que fazem a ligação entre as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi. A alternativa para o motorista é seguir pela Giovanni Gronchi.

Mapa da região


Exibir mapa ampliado

Assista ao vídeo

Leia mais sobre: protestos

    Leia tudo sobre: paraisópolis

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG