Sobe para 29 número de mortos pela violência no Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Operações policiais em busca de supostos criminosos que tenham ligação com a violência do fim de semana no Rio de Janeiro, quando um helicóptero policial foi derrubado, resultaram em mais três mortes na madrugada desta quarta-feira, elevando para 29 o número de vítimas desde sábado. Policiais militares entraram em confronto com supostos traficantes no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na zona norte, resultando na morte de três criminosos armados que dispararam contra os policiais, informou a polícia.

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"Era uma operação desencadeada com o objetivo específico de buscar e prender criminosos que tenham ligação direta ou indiretamente com a quadrilha que derrubou o helicóptero da PM no fim de semana", disse por telefone o major Oderlei Santos, porta-voz da Polícia Militar.

O major acrescentou que outras operações estão em andamento nesta quarta-feira em favelas da cidade, numa tentativa de encontrar os responsáveis pelo incidente de sábado, quando um helicóptero da PM foi derrubado por tiros de traficantes durante ação policial no Morro dos Macacos, matando três dos seis tripulantes.

Desde o início da escalada da violência, após um conflito entre traficantes de facções criminosas rivais e a polícia na favela, ao menos 29 pessoas morreram, incluindo três inocentes mortos num suposto ataque de traficantes e 23 suspeitos, de acordo com a polícia.

Moradores da favela Morro São João, vizinha ao Morro dos Macacos, disseram na noite de terça-feira que foram forçados a deixar suas casas para fugir de uma possível invasão de traficantes, após troca de tiros entre criminosos de facções rivais.

De acordo com a polícia, não houve qualquer registro de confronto entre traficantes e policiais no local. No entanto, o major Santos reconheceu que "há um clima de tensão no ar".

"O jeito é ficar aqui embaixo, todo mundo está com medo de voltar pra casa, é melhor ficar na rua", disse a jornalistas um comerciante e morador da área, que pediu anonimato.

Sobre as denúncias feitas por policiais militares de que as roupas usadas pelos PMs que morreram carbonizados após a queda do helicóptero não eram antifogo, o major Santos confirmou a informação e disse que a corporação já solicitou a troca das fardas.

Apenas o piloto e o co-piloto, que escaparam vivos, tinham fardas antifogo, mas os atiradores que acabaram morrendo usavam fardas normais.

(Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier)

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