Sobe para 124 o número de mortos após enchentes em Santa Catarina

FLORIANÓPOLIS - Foi confirmada pela Defesa Civil de Santa Catarina mais uma morte em decorrência das chuvas que atingiram o Estado no último mês. Agora são 124 mortos, 29 desaparecidos e 33.479 desalojados e desabrigados.

Redação |

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A última morte registrada seria a de uma mulher, da cidade de Ilhota, no morro do Baú, que teria sido soterrada e possivelmente estava entre os desaparecidos.

A informação se ela estava desaparecida ou não será confirmada ainda nesta quinta-feira, segundo a Defesa Civil.

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Mulher teria morrido ao ser soterrada no Morro do Baú, em Ilhota

Doenças

Após as enchentes, também foram registrados casos de leptospirose. Já são 41 casos da doença confirmados no Estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Além disto, existem 260 casos de suspeita em análise.

Além da leptospirose, os períodos após as enchentes são marcados por  infecções intestinais. A secretaria alerta que o período de incubação da leptospirose, que é transmitida por roedores domésticos, vai de um a 30 dias após o contato com o agente infeccioso, e os sintomas variam desde febre alta, dor de cabeça e dores musculares, até quadros mais graves, podendo ocorrer icterícia (coloração amarelada em pele e mucosas), insuficiência renal, hemorragias e alterações neurológicas que podem levar à morte.

As recomendações para evitar a contaminação são de que as populações atingidas pela enchente devem evitar o contato com a água restante das chuvas e a lama acumulada.

Animais

Até a última quarta-feira, o Estado de Santa Catarina havia contabilizado um total de 1.500 animais mortos durante as chuvas. Em Itajaí, são 850 mortos e a operação começou em 30 de novembro.

No total, cerca de 1.350 bovinos, 200 ovinos e sete eqüinos foram enterrados e as propriedade rurais foram as mais prejudicadas.

A Secretaria do Estado orienta que animais de pequeno porte como roedores, aves, gatos e cachorros, mortos em áreas urbanas, deverão ser colocados em sacos plásticos e encaminhados aos aterros sanitários.

Os de grande porte, como vacas e cavalos, deverão ser enterrados apenas por veterinários em valas com profundidade mínima de dois metros, cobertos com uma camada de cal e terra que impedeçam a proliferação de doenças.

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