A enxurrada da madrugada de ontem matou pelo menos 11 pessoas na zona sul do Rio Grande do Sul. Além dos seis corpos encontrados no primeiro dia de buscas, outros cinco foram localizados nesta sexta-feira.

Os bombeiros não encerraram as buscas. Segundo a Defesa Civil, ainda há cinco desaparecidos na região. Levantamento da Defesa Civil indicava que 14,6 mil pessoas foram afetadas pela chuva e pela enchente. De acordo com o balanço, 2.236 pessoas permaneciam desalojadas, em casas de parentes e amigos, e outras 1.085 estavam desabrigadas, recolhidas a salões comunitários, ginásios e igrejas.

Quatro dos corpos encontrados hoje estavam dentro no Arroio Fragata, que transbordou e levou a ponte do Quilômetro 527 da BR-116, na divisa dos municípios de Pelotas e Capão do Leão. Um deles, do maquinista Adão Luiz Martinez de Almeida, de 49 anos, condutor do trem que descarrilou da ferrovia engolida pela água, estava a um quilômetro do local do acidente. Os outros três, de Osmar Costa, 17 anos, Priscila Pereira, 26 anos, e José Fagundes de Andrade, 51 anos, foram encontrados perto da ponte. O quinto corpo, de Leandro Marques Ferreira, de 26 anos, estava em cima de uma árvore na Estrada do Gama, no interior de Pelotas.

A situação mais grave é a de Turuçú, onde 600 dos 4 mil habitantes ainda estão fora de suas casas. As prefeituras de Pelotas, Morro Redondo, Turuçú e Capão do Leão decretaram situação de emergência. A previsão do 8º Distrito de Meteorologia indica que o céu estará parcialmente nublado com possibilidade de chuva em áreas isoladas da região neste sábado. Apesar da perspectiva, muitas áreas podem permanecer alagadas porque o terreno baixo e plano dificulta o escoamento da água.

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