Sobe a cinco total de mortos em atropelamento no Rio

Subiu a cinco o número de pessoas que morreram, entre elas um bebê de nove meses, após uma Parati dirigida pelo feirante André Leandro da Silva, de 39 anos, ter invadido a calçada de uma rua em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde estava sendo preparada, na noite de sábado, uma festa junina. Ele atropelou o grupo, destruiu um muro e derrubou um poste.

Agência Estado |

Apesar de ter sido preso em flagrante ao tentar fugir do local do acidente, o feirante, que estava com a carteira de motorista vencida há dois anos, pagou fiança de R$ 800 e foi liberado depois da autuação.

A libertação do motorista revoltou parentes e amigos das vítimas, entre eles Renato Monsores Cavalcante, de 30 anos, há nove meses casado com Luciene Lima Wanderlei Cavalcante, de 25 anos, uma das vítimas. "Vou à Justiça para punir o responsável", prometeu Cavalcante, no final da tarde deste domingo, ao acompanhar o funeral da mulher, no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio.

No momento do acidente, cerca de 30 pessoas comemoravam um aniversário com uma festa junina, na Rua da Feira, no bairro de Bangu, na zona oeste. André Silva saiu do carro com cortes superficiais e ao tentar fugir foi contido pelos moradores. A multidão ameaça linchá-lo e ele foi mantido em um carro da PM.

Adalmir do Amaral, de 34 anos, Pedro Pontes, de 71 anos, e Luciene de Lima morreram no local do acidente. A pequena Emanuele Vitória, de nove meses, que estava no colo de Luciene, sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas. Foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, no bairro vizinho de Realengo. Como não havia neurocirurgião no plantão, foi transferida para o Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói. Na manhã deste domingo, teve uma parada cardíaca e não resistiu.

Pedro Henrique Barbosa Pontes, de 16 anos, chegou ao Albert Schweitzer com fratura de fêmur, lesão vascular, fratura de tíbia e do cotovelo. Foi transferido em estado grave para o Hospital Municipal Salgado Filho e faleceu na tarde deste domingo. Ele é neto de Pedro Pontes, que morreu no local. No Albert Schweitzer foram atendidos ainda Airton Ferreira Macedo, de 46 anos, com fraturas na costela, e Rodrigo Pereira de Jesus, com ferimentos leves.

Segundo parentes e amigos que acompanharam o enterro de Luciene, o motorista apresentava nítidos sinais de embriaguez. "Ele é conhecido na região. A vida dele é beber , usar drogas e andar de carro em alta velocidade", protestava Luiz Claudio Rosa dos Santos, primo de Luciene.

A delegada de plantão na 33ª DP registrou o flagrante pela tentativa de fuga e por homicídio culposo e lesões corporais. Débora Rodrigues explicou que na delegacia ele não aparentava sinais de estar bêbado ou drogado. Por isso, explicou, não foram pedidos exames médicos. "Tudo ficará registrado no atendimento médico que ele teve, acho que no Hospital Albert Schweitzer", disse.

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