Sob o olhar de Mallu Magalhães, Marcelo Camelo se apresenta na Virada

SÃO PAULO - Marcelo Camelo parece ser o menos adequado dos artistas para fazer um show para grandes multidões. Sua figura no palco é tímida, e sua música é introspectiva, do tipo que parece ter sido feita para ser apreciada num local pequeno, silencioso, íntimo. Nada mais diferente da Virada Cultural, portanto.

Carlos Augusto Gomes |


Camelo foi a terceira atração do palco principal do evento, montado na Avenida São João. Subiu ao palco à meia-noite, primeiro acompanhado só de seu violão. Depois, com a presença da banda paulistana Hurtmold (mais o trompetista americano Rob Mazurek), com quem vem se apresentando ao vivo dede que lançou seu primeiro disco solo, "Sou".

E foi desse álbum que o cantor tirou a esmagadora maioria do repertório do show deste sábado. Dos Los Hermanos, só houve uma música, justamente a que fechou a noite: "Além do Que Se Vê". Até ela ser tocada, o público evidentemente estava gostando do show. Com ela, o sentimento passou para adoração.

Tanto que, em certas partes da música, Camelo deixou a tarefa de cantar para o público. E as pessoas, como se estivessem num show dos Los Hermanos, cantaram a plenos pulmões. Todo mundo estava pronto para um bis, mas ele não veio. Depois de menos de uma hora de apresentação, estava tudo terminado.

Logo que deixou o palco, o cantor correu para encontrar sua namorada, a também cantora Mallu Magalhães, que assistia à performance dos bastidores. Quem estava mais perto do palco conseguiu ver um beijo cinematográfico. Até agora, o momento mais romântico da Virada.


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