Site do Diário Oficial traz história da saúde no Estado de São Paulo

Notícias que fazem parte da história da saúde no Estado de São Paulo - e ajudam a conhecer melhor como doenças, epidemias e condições sanitárias surgiram e foram tratadas em 117 anos - agora fazem parte do acervo do Diário Oficial do Estado. A publicação foi criada em 1891 para dar transparência aos atos da recém-proclamada República.

Agência Estado |

Antes disponível para consulta só em papel, nos volumes arquivados na biblioteca da Imprensa Oficial, esse histórico foi digitalizado e agora está na internet. Interessados podem consultar gratuitamente os arquivos no site Imprensa Oficial . É possível também usar palavras-chave para fazer a busca ou usar datas para a consulta.

Nos arquivos, é possível verificar medidas adotadas contra a varíola e o tifo, uma das principais causas de mortalidade nas aglomerações urbanas brasileiras, levando governos a criar pavilhões de isolamento para os doentes em regiões afastadas, como estradas no caminho para o interior. Os anúncios de vacinação em massa também aparecem de tempos em tempos na publicação, seja convocando a população ou registrando campanhas realizadas.

Em fevereiro de 1899, por exemplo, foi publicada uma lista de pessoas que trabalhavam na cidade como médicos e parteiras sem os títulos necessários para isso - na época, São Paulo ainda iniciava a transição para se transformar em uma cidade industrial, sendo então uma vila pobre e colonial, sem água potável, iluminação e muito menos serviços de saúde adequados.

Imigrantes

Os registros dos imigrantes também aparecem nos arquivos. Em 23 de junho de 1908, dez dias depois da chegada do navio Kasato Maru foi feita uma vacinação contra varíola na Hospedaria do Imigrante. Segundo os registros, foram 792 japoneses, 89 italianos, 3 franceses e 2 austríacos imunizados.

Em 1967 aparece uma notificação comunicando a obrigatoriedade do uso de copo de papel, no lugar do de vidro, nos estabelecimentos comerciais da cidade. A medida, segundo a publicação, estava relacionada ao estudo conduzido na Faculdade de Higiene e Saúde Pública, que identificou mais de 80 mil microrganismos por utensílio.

Simone Iwasso

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