Sistema financeiro precisa ser controlado pelos governantes, diz Lula

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que os países devem ter consciência de que o sistema financeiro internacional precisa ser controlado pelos governantes, como são controlados outros segmentos da sociedade. Segundo ele, além do tema juventude, a crise financeira internacional esteve presente na pauta de discussões durante a 23ª Cúpula Ibero-Americana, em El Salvador.

Valor Online |

"Todo mundo está consciente de que é preciso mudar o sistema financeiro internacional, de que é preciso ter controle dos governantes para que a gente não veja nenhum país do mundo repetir os erros graves que foram cometidos pela falta de controle do sistema financeiro, sobretudo a partir do governo norte-americano e do governo dos países europeus", disse.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula afirmou que, durante o encontro, fez questão de mostrar que "a única chance de enfrentar a crise com sabedoria" é acreditar e fortalecer o mercado interno, além de aumentar as trocas por meio de mais exportação com países que têm "similaridade" com o Brasil.

"A América Latina vinha vivendo um processo extraordinário de crescimento. Todos os países vinham crescendo. Obviamente que, com a crise financeira, se reduz o fluxo do crédito internacional, o fluxo das importações dos países ricos. Poderemos ter problemas nos países periféricos."
Lula comentou ainda a reunião do grupo conhecido como G-20 financeiro, que vai reunir ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais, na próxima semana, em São Paulo. Ele alertou que o encontro é importante mas que não devem ser tomadas decisões definitivas uma vez que é preciso ouvir outros países para uma tomada de posição capaz de ser respeitada e cumprida por todos.

Ao comentar a viagem a Cuba, o presidente elogiou o país e afirmou que os cubanos trabalham "com um sacrifício enorme" diante do bloqueio norte-americano. Lula também lembrou que a passagem de dois furacões pela América Central. deixou mais de 470 mil casas destelhadas, 70 mil destruídas e milhares de quilômetros de linhas de transmissão danificadas. "Nós brasileiros queremos dar o apoio para ajudar a reconstruir o país", disse.

(Agência Brasil)

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