O sistema de monitoramento de cheias da Bacia do Rio Itajaí é considerado obsoleto e incapaz de verificar em tempo real a elevação do nível dos rios. Durante a enchente do último fim de semana, os dados coletados nos rios levaram até seis horas para chegar aos computadores dos especialistas, atrasando as projeções para os próximos instantes e também as medidas tomadas pelo poder público.

“Não serve para alerta de enchentes. O objetivo é ser uma fonte de coleta de dados hidrológicos da Ana (Agência Nacional de Águas) para pesquisas e outros fins”, diz o meteorologista do Centro de Operações do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops), Dirceu Luís Severo.

O sistema de telemetria atual foi criado em 1998 em substituição ao de 1984, que tinha cinco estações de coleta automática de chuva e níveis em Blumenau, Apiúna, Ituporanga, Taió e Ibirama. O da década de 80, no entanto, poderia ser considerado um sistema de alerta, porque as informações eram coletadas diretamente pelos funcionários, via telefone, rádio ou outros meios. Eram transmitidas em tempo real.

Atualmente, os dados das dez estações ao longo da Bacia do Itajaí são transmitidos via satélite para os especialistas da Ceops, processo que leva pelo menos duas horas. Quando todos os dados são reunidos, os especialistas conseguem trabalhar nas projeções de cheias para as horas seguintes. Há um projeto para modernizar a rede de monitoramento da Bacia do Itajaí. Segundo Severo, que vai coordenar a substituição, o processo de licitação já foi encerrado e a empresa vencedora tem até o dia 16 para instalar as 16 novas estações telemétricas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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