Sistema de alerta contra desastres envolve parceria internacional

Cemaden vai contar com apoio de instituto global para instalar centro de monitoramento de eventos naturais

Danilo Fariello, iG Brasília |

O governo federal firmou nas últimas semanas um acordo com a organização sem fins lucrativos Planetary Skin Institute (PSI), de atuação global, para em alguns meses colocar em funcionamento pleno o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais ( Cemaden ).

Leia também: Sistema de alertas de desastres naturais fica para verão de 2013
Ministro comenta:
"Temos feito alertas de desastres com grande eficácia"
Mapa de áreas de risco: Veja as cidades de Sul e Sudeste que correm perigo

O acordo de cooperação técnica foi divulgado no exterior pelo PSI no dia 4, mas não teve anúncio oficial no País. Pela divulgação estrangeira, a parceria tem como meta acelerar o desenvolvimento do Cemaden “com uma visão de levá-lo posteriormente para a América Latina e o resto do mundo em desenvolvimento”.

Mais notícias sobre desastres no País:
Santa Catarina
: Pedra desce morro e deixa um morto
Rio:
Temporada de chuvas testa sistema de alertas carioca
Minas Gerais:
"Eles serão menores, mas nós teremos prejuízo"
Franco da Rocha:
"Não dou conta de mais uma enchente"
São Paulo:
"Espero pelo pior e posso perder tudo de novo"
Nordeste:
Veja especial sobre chuvas em 2011

Lançado neste ano, o Centro ainda não possui um sistema próprio para distribuir alertas com prazo entre 2 e 6 horas de antecedência quando houver risco de desmoronamento de terra ou acidente similar, como é sua meta. Por enquanto, os alertas são feitos pela Defesa Civil, entre outros meios de comunicação.

Pelo acordo ao qual o iG teve acesso, o PSI vai apoiar o ministério em “estreita colaboração”, fornecendo recursos humanos para conjuntamente gerenciarem a execução do programa ou sub-etapas, contribuir com especialistas para definir a infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento e aplicativos necessários, além de aplicações geoespaciais por cinco anos.

AE
Uma pessoa morreu em deslizamento no Morro da Mariquinha, em Florianópolis (SC), ontem
Segundo Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério, a participação do PSI no Cemaden não implica movimentação de recursos financeiros entre as partes. “O PSI é um dos parceiros no projeto e não é o maior. Nós vamos buscar conhecimento que precisamos e não dominamos."

Ainda de acordo com Nobre, o apoio do PSI será principalmente uma ajuda técnica para refinar modelos matemáticos que considerem as áreas de risco mapeadas e as variações climáticas. “É uma cooperação basicamente científica para desenvolver um sistema brasileiro visando a salvar vidas."

O Centro está desenvolvendo um sistema de monitoramento e distribuição de alertas de desastres naturais, que poderá ser levado a países parceiros, principalmente da América do Sul tropical, diz Nobre. O Cemaden já fez concurso para contratar os primeiros 75 funcionários e há meta de se chegar a 250 em quatro anos.

O Cemaden será instalado no campus do Centro de Previsão de Tempos e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), como uma forma de fortalecer um sistema de previsão meteorológica que já existe. Nobre destaca, porém, que o Cemaden tem a mesma situação hierárquica que o Inpe dentro do ministério.

O PSI está instalando no mesmo local um laboratório de sistemas de inovação sobre alertas prévios, como uma parte do sistema colaborativo de trabalho.

De 1994 a 2003, 12 milhões de brasileiros foram afetados por diferentes desastres, destaca o PSI. Nos próximos quatro anos, o governo brasileiro tem meta de reduzir as fatalidades em 50% no prazo de 4 anos e em até 80% no período de 8 anos a partir de 2011.

    Leia tudo sobre: tragédiachuvasdeslizamentodesastres naturaiscemadenmctclimaaloizio mercadantemcti

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG