SIP afirma que liberdade de imprensa piorou nas Américas nos últimos meses

A liberdade de impresa piorou nas Américas ao longo dos últimos seis meses, indicou em um relatório a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que cita o Brasil entre os países que seguem o modelo do presidente venezuelano Hugo Chávez de controle dos meios de comunicação.

AFP |

"Na Venezuela, o presidente Chávez continua com sua incansável missão de humilhar oficialmente a imprensa. Sua retórica tem consequências reais, tal como pudemos ver nos violentos ataques a repórteres da Globovisión no último mês de outubro e no lançamento de bombas de gás lacrimogêneo contra a redação do jornal El Nuevo País", relatou o texto.

A tática chavista foi adotada "entusiasticamente" por outros chefes de Estado do hemisfério, indicou a SIP, mencionando como praticantes da "tática" chavista o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a argentina Cristina Kirchner, o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa, o colombiano Alvaro Uribe, o nicaraguense Daniel Ortega, o hondurenho Manuel Zelaya, o costa-riquenho Oscar Arias e o guatemalteco Alvaro Colom.

"Outro exemplo extremo é o governo do Uruguai, que já se referiu publicamente aos jornalistas como 'vermes', 'palhaços' e 'filhos da puta'", acrescentou o documento.

"Os violentos inimigos de sempre da liberdade de expressão fizeram novas vítimas entre os jornalistas, enquanto os governos populistas que seguem a cartilha do presidente venezuelano Hugo Chávez intensificaram suas campanhas de abuso e ridicularização das empresas de mídia e de seus repórteres", denunciou o relatório da SIP.

De acordo com a organização, seis jornalistas foram assassinados no exercício profissão nos últimos seis meses: quatro no norte do México, um na Venezuela e um no Paraguai.

"O México continua sendo um dos lugares mais perigosos para os jornalistas", destacou, apontando que até os caminhões de distribuição de jornais já foram alvo de atentados por parte de organizações criminosas.

A SIP denunciou ainda que os governos vêm usando de forma alarmante a publicidade para premiar a imprensa "amiga" e punir a inimiga, assim como o investimento maciço em emissoras de rádio e televisão e publicações.

hro/ap

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