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Sintomas das doenças reumáticas são agravados no inverno

Sintomas das doenças reumáticas são agravados no inverno Por Amanda Valeri São Paulo, 10 (AE) - Cansaço, dor na juntas, inchaços e febre. Esses sintomas são característicos das doenças reumáticas, aquelas que atingem as articulações, como a artrite, a artrose e a gota.

Agência Estado |

Popularmente chamadas de reumatismo, elas, na verdade, englobam mais de 100 tipos de doenças diferentes. A maioria tem tratamento, mas o diagnóstico tardio e o desconhecimento médico são barreiras para o controle do avanço das doenças.

A chegada do inverno agrava os sintomas das doenças por conta das baixas temperaturas, da mudança da pressão atmosférica e da baixa umidade relativa do ar. "Não há na literatura médica um estudo bem detalhado que confirme essa hipótese (que o frio agrava as doenças reumáticas). Por isso nós nos baseamos na prática médica comum, ou seja, na observação do aumento das consultas", diz o ortopedista Douglas Kenji Narazaki, do Núcleo de Ortopedia e Traumatologia do Hospital e Maternidade São Camilo-Ipiranga, na zona sul da capital paulista.

A estação mais fria do ano também afasta as pessoas das academias, parques e clubes. E não praticar exercícios físicos nesse período agrava a incidência de lombalgias (dores nas costas) e piora os sintomas reumatológicos. "As atividades físicas aumentam a resistência muscular através do alongamento e fortalecimento dos tecidos. Além disso, elas aumentam a liberação de endorfinas que são substâncias de ação analgésica", explica Narazaki.

De acordo com o reumatologista Wagner Felipe Weidebach, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na região central de São Paulo, práticas simples, como as caminhadas, já são suficientes para amenizar as dores. "O tai chi chuan, por exemplo, é também uma boa dica", recomenda. "Nós aconselhamos que os pacientes evitem a exposição ao vento durante o inverno e, se possível, fugir para um lugar mais quente", completa.

O aumento da incidência de depressão no frio e doenças virais comuns do período, segundo o Narazaki, também são aspectos levados em conta durante o diagnóstico. "Devemos pesquisar se o paciente apresenta sintomas depressivos, pois eles têm forte relação com o frio, como também com as lombalgias, as fribromialgias e as síndromes miofasciais", conta. Já em relação à gripe, o ortopedista destaca que por ela provocar mal-estar, febre e náusea, às vezes esses sintomas são confundidos com os das doenças reumáticas.

A auto-medicação, principalmente de analgésicos que mascaram a dor, também dificulta o diagnóstico correto e imediato das doenças. "Eu já recebi um paciente no meu consultório que já tinha passado por mais de 20 médicos", afirma a reumatologista Evelin Goldenberg, coordenadora do curso de pós-graduação em reumatologia com ênfase ocupacional do Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo.

"As consultas rápidas em geral não fornecem o diagnóstico correto. O papel do reumatologista é também analisar o componente sócio-emocional do paciente, já que o histórico emocional pode alterar os exames em pessoas normais", destaca Evelin. De acordo com os especialistas, a qualidade de vida das pessoas que sofrem com esses males é melhorada com remédios, fisioterapia ou exercícios físicos e alimentação balanceada.

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