Sinopse de imprensa: TJ-ES emprega parentes de 17 juízes, diz Procuradoria

ESPIRITO SANTO - Dezessete dos 24 desembargadores do TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espirito Santo) possuem parentes de primeiro grau trabalhando na Corte, segundo diagrama do Ministério Público Federal elaborado durante as investigações da Operação Naufrágio, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. As informações são do jornal ¿Folha de S. Paulo¿.

Redação |

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Na operação foram presos o então presidente do TJ-ES, Frederico Guilherme Pimentel, e outras seis pessoas -entre elas os desembargadores Elpídio José Duque e Josenider Varejão Tavares- suspeitas de participar de um esquema de venda de decisões judiciais.

Polícia Federal
Dinheiro apreendido na operação Naufrágio
Os juízes presos estão na lista do Ministério Público, que mapeou as "relações de parentesco e afinidade" encontradas no TJ. Dois dos três magistrados presos têm mais de um filho trabalhando no TJ-ES, em cargos comissionados ou posições que precisam de aprovação em concurso público.

Os investigadores dizem ter encontrado, ao analisar escutas feitas com autorização judicial, indícios de fraudes em concursos da Justiça para beneficiar parentes dos juízes.

No diagrama desenhado pelo Ministério Público é possível contar 69 pessoas que ocupam cargos no TJ-ES e possuem algum laço familiar com 17 desembargadores. A relação, segundo a Procuradoria, está sujeita a "verificações adicionais".

Em nota divulgada no dia em que a Naufrágio foi deflagrada, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) dizia que, na investigação, surgiram " evidências de nepotismo" no TJ, o que teria facilitado eventuais "ações delituosas dos investigados".

O Ministério Público ressalvou que nem todos os funcionários relacionados no diagrama participaram necessariamente dos crimes.

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